Após o projeto do M arco Temporal Indígena avançar no Senado nessa semana, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil ( Apib )avaliaque o governo federal deve aumentar a pressão sobre os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar impedir a aprovação do projeto de lei ou, ao menos, alterar pontos considerados mais negativos pelas organizações indígenas.
“Poderia ter algumas articulações mais intensas no sentido de pressionar, em especial, tanto Rodrigo Pacheco, quanto Alcolumbre”, afirmou oassessor jurídico da Apib, Maurício Terena.
Segundo a liderança indígena, é preciso que Alcolumbre indique um relator ou relatora “minimamente razoável” para tratar do tema na CCJ. Em relação aPacheco, o assessor da Apib diz que é preciso que o projeto tramite também ou na Comissão de Direitos Humanos ou na de Meio Ambiente do Senado.
“Porque pelo que está se desenhando os povos indígenas vão ficar na mão da Comissão de Agricultura que é formada, basicamente, por ex-ministros de Bolsonaro e que têm ligação tendenciosa com o agronegócio”, opinou Terena. A previsão é que o projeto tramite apenas na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e na CCJ, antes de ir ao plenário.
Procurado pelaAgência Brasil, o líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) informou que está buscando, pelo diálogo, um caminho para resolver o problema do marco temporal. Uma reunião nesta sexta-feira entre integrantes do governo e da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) irá debater o tema.
“A reunião nesta sexta-feira é o primeiro passo. Esperamos que o bom debate prospere e que cheguemos a um consenso mínimo sobre o assunto”, destacou Wagner.
Já o líder do governo no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), em entrevista à TV Senado,opinou que “este é um tema que deve ser exaurido ao máximo aqui no Senado, não pode ser votação à supetão”. Randolfe acrescentou que vão fazer “todo debate necessário”.
Nessa semana, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentou na CRA o parecer favorável ao texto que chegou da Câmara. A votação na Comissão de Agricultura foi marcada para próxima quarta-feira (23). Se aprovado, o texto segue para a CCJ, presidida por Alcolumbre.
Terena afirma que o parecer prejudica os interesses indígenas. “Ela não levou em consideração nenhuma das diversas sugestões que fizemos nas reuniões que a gente teve com ela”, revelou. Até a publicação desta matéria, sete emendas haviam sido apresentadas para mudar o texto, todas da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), parlamentar considerada pelos indígenas como sensível às demandas dos povos originários.
Aprovado na Câmara em maio deste ano , o projeto do Marco Temporal Indígena estabelece, entre outras mudanças, que os povos originários só poderão reivindicar territórios que estavam ocupados no momento da promulgação da Constituição, em outubro de 1988.
ARTICULAÇÃO Nil Armstrong surge como forte pré-candidato à Assembleia Legislativa em 2026
CRISE DIPLOMÁTICA Lula fala em reciprocidade após EUA pedirem saída de delegado da PF
JULGAMENTO Ministra Cármen Lúcia acompanha Moraes e vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação
CÂMARA MUNICIPAL 11ª Sessão Ordinária tem dois projetos de indicação voltados à infraestrutura urbana
HISTÓRICO Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1
ELEIÇÕES 2026 Datafolha aponta empate técnico entre Lula e outros candidatos no 2° turno Mín. 19° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 28°
ChuvaMín. 22° Máx. 27°
Chuva
Tecnologia e Games WhatsApp terá agora uma versão paga; veja como vai funcionar
Mundo dos Famosos Fãs encontram Axl Rose em rooftop às vésperas de show no Brasil
Bastidores da Política Lula fala em reciprocidade após EUA pedirem saída de delegado da PF
Mundo dos Esportes Relembre o dia que Oscar entrou no hall da fama do basquete