Integração e tratamento ético das informações são pontos que devem ser pensados durante a digitalização dos processos do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses foram alguns dos pontos levantados durante o primeiro dia do 1º Simpósio Internacional de Transformação Digital no SUS, nesta segunda-feira (2).
“Como dizia a presidente Dilma, os nossos dados são imbatíveis, não batem nada com nada”, disse o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro, citando a ex-presidente Dilma Rousseff. À época Chioro era ministro da Saúde. “Nós precisamos superar essa desarticulação da informação, que é tão estratégica para a gestão. E ao mesmo tempo acabar de vez com essa fragmentação que faz com que nós não consigamos pedir de fato uma transformação digital”, acrescentou.
Chioro disse que, durante o governo de transição, o diagnóstico era de que as políticas do SUS tinham sido desarticuladas ao longo dos anos anteriores, especialmente do ponto de vista da digitalização das informações. “O processo de destruição ou a tentativa de destruição do SUS passava, entre outras coisas, por praticamente uma sabotagem, uma desarticulação do nosso sistema de informação”, enfatizou ao discursar.
Para ele, essa situação, que também passa por um “atraso histórico”, coloca a questão da digitalização dos processos com um tema central para o sistema de saúde pública. “É impossível pensar no sistema nacional de saúde público, universal, integral, em uma estrutura interfederativa, sem que a gente consiga dar passos muito largos e muito consistentes do ponto de vista da transformação digital”, defendeu.
O coordenador de informações digitais do NHS (Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra), Masood Ahmed, disse que SUS inspira ações em seu país. Como exemplo, ele citou as medidas para ampliar a cobertura vacinal em algumas regiões. “Nós enfrentamos isso com o que nós aprendemos do sistema brasileiro, batendo na porta e engajando as comunidades”, disse em referência a programas como o Saúde da Família e as ações de busca ativa.
Ao comentar sobre o uso de dados, Ahmed destacou por diversas vezes a necessidade de que haja transparência e controle social no uso dessas informações. “O público tem preocupações éticas sobre os dados. Como nós vamos coletar os dados? Como vão armazená-los? E como vamos usar esses dados?”, questionou.
AVANÇO Pílula traz nova esperança e reduz em 60% o risco de morte em câncer de pâncreas
A PARTIR DE JUNHO Pneumo 20: SUS passa a oferecer nova vacina contra doença pneumocócica
INVESTIGAÇÃO Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite
SAÚDE Genérico 2 em 1 para diabetes tipo 2 chega em breve às farmácias
SAÚDE Fiocruz vai produzir remédio de alto custo contra esclerose para o SUS
HIPERTENSÃO Cardiologista revela 8 frutas que baixam a pressão arterial Mín. 21° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 31°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 31°
Chuvas esparsas
Mundo dos Famosos Deolane: influenciadora tinha 'cronograma estratégico' para ocultar bens do PCC, diz polícia
Mundo dos Esportes Abertura oficial do 1º Copão de Bairros 2026 reúne atletas, torcedores e grandes disputas no Complexo Rio Verde
Bastidores da Política “Não seremos tratados como moleques”, diz Lula sobre decisão dos EUA
Tecnologia e Games Instagram remove contas falsas: como proteger seu perfil