Com objetivo de contribuir na discussão das políticas de ciência, tecnologia e inovação, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) participou do 1º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões, realizado em São Paulo. O Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), política pública do Governo do Pará, ganhou destaque durante o evento como iniciativa pioneira nesse tipo de construção coletiva.
Políticas de inovação orientadas por missões consistem em uma combinação de diferentes instrumentos de políticas públicas, com objetivo de aplicar conhecimentos científicos e tecnologias inovadoras na resolução de desafios públicos dentro de um prazo definido. Assim, missões são uma forma de perseguir um objetivo. Elas respondem a um problema considerado complexo, ambicioso, porém mensurável, devendo buscar uma solução dentro de um prazo definido.
Moderador da mesa de debate que tinha a Amazônia como tema principal, o diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho, apresentou o PlanBio como um exemplo de projeto orientado por missões, já que envolveu a articulação dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCTs), poder público, do terceiro setor, instituições de pesquisa e o setor privado.
“O Plano de Bioeconomia do Estado é feito nos moldes da inovação orientada por missões, respeitando a participação e a real colaboração dos atores envolvidos na bioeconomia, no desenvolvimento sustentável do Pará. O Governo do Estado sai à frente, apresentando um plano real, que atende às expectativas da sua população, para o seu desenvolvimento”, destaca Marcel Botelho.
O Plano Estadual de Bioeconomia prevê soluções baseadas na natureza para transformar a economia existente para uma economia de baixo carbono e com valorização do conhecimento tradicional, que há milênios sabe como conservar a floresta. Ele tem 92 ações que abrangem três eixos distintos, sendo eles: Cadeias Produtivas e Negócios Sustentáveis; Patrimônio Cultural, Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado, e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
“O Pará hoje é um referencial para o restante do Brasil, mostrando que é possível fazer, no nível estadual, um plano que atende aos desejos da sociedade. O governador Helder Barbalho nos representa em vários fóruns, tem sido convidado para eventos internacionais porque estamos na vanguarda do que a Amazônia precisa, da criação de uma nova matriz econômica baseada na bioeconomia, no uso dos nossos recursos naturais, no novo uso do solo e que respeita a floresta viva”, completa o diretor-presidente da Fapespa.
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