Nesta quinta-feira (11), o Parque Cemitério Soledade completa um ano de reabertura após a primeira etapa de reconstrução. Símbolo da história e da memória de Belém, o Soledade foi restaurado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com o Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação da Universidade Federal do Pará (Lacore/UFPA). As obras no antigo cemitério da Soledade receberam um investimento de aproximadamente R$16 milhões e geraram cerca de 350 empregos.
Além da simbologia histórica, o Soledade também passou a ser um marco na modernização dos espaços culturais e turísticos, por ser a primeira experiência de Parque Cemitério do Pará. A obra é uma das demonstrações do compromisso do Governo do Estado com a preservação do patrimônio, da memória e da história da cidade. Foram restauradas nesta primeira etapa 126 estruturas da arquitetura mortuária entre túmulos, mausoléus e o cruzeiro.
Com influências do romantismo, neoclássico, neogótico e neobarroco, em 1964 o cemitério foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico. Foi o primeiro tombamento de um cemitério no Brasil. Em mais de 170 anos de existência, foram sepultadas mais de 30 mil pessoas, em grande parte vítimas das epidemias de febre amarela e cólera, que marcaram o século XX.
“O Parque Cemitério Soledade é um equipamento urbano que resguarda a memória secular do estado do Pará, bem como a salvaguarda arquitetônica da cidade. Neste primeiro ano de funcionamento, foi muito bem acolhido pela população, mais de 44 mil pessoas foram visitar este equipamento. Durante as nossas ‘Noites no Museu’, o Soledade teve um sucesso especial, mas também em outras diversas oportunidades. É muito bonito ver diferentes públicos se relacionarem com esse ambiente democrático. As pessoas visitam o Soledade tanto para apreciar a estrutura arquitetônica deslumbrante, quanto para se conectar e exercer a sua fé. Nós ficamos realmente honrados com esse acolhimento”, afirma a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.
O Parque possibilita múltiplos usos para o culto religioso, passeio, pesquisa, educação patrimonial, entre outros. A segunda etapa de restauração será realizada com o investimento de R$7 milhões do Iphan, repassados ao Lacore/UFPA. Esta etapa engloba o restauro de 150 túmulos, mausoléus e remanescentes de duas irmandades do cemitério, situados em uma área que concentra túmulos de grande envergadura.
As visitações estão abertas de quinta-feira a domingo, das 9h às 17h.
Texto: Lorena Saraiva (Ascom/Secult)
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