Na próxima segunda-feira (31/03), motociclistas de aplicativos em Parauapebas, no sudeste do Pará, realizarão uma paralisação em adesão ao “Breque Nacional dos Apps”, movimento que já conta com participantes de 20 estados brasileiros. O ato, que pede por preços justos e melhores condições de trabalho, terá concentração na Praça dos Esportes Radicais, a partir das 9h.
A categoria alega que enfrenta valores defasados das corridas, custos elevados com manutenção das motocicletas e combustível, além de falta de segurança durante as entregas. Segundo os organizadores, os motociclistas que atuam por aplicativos estão sendo prejudicados pela política tarifária adotada no município.
Disputa entre mototáxistas e motoaplicativos
A insatisfação dos trabalhadores também se intensificou após a publicação do Decreto nº 419/2023, que estabelece valores fixos para o serviço de mototáxi em Parauapebas. De acordo com a norma, a tarifa dentro do perímetro urbano é de R$ 10,00 durante o dia (6h às 22h) e R$ 15,00 no período noturno (22h às 6h).
Os motociclistas de aplicativos, no entanto, não são beneficiados por esse decreto e afirmam que enfrentam tarifas muito abaixo dos custos reais da operação. De acordo com relatos da categoria, há casos em que as corridas chegam a R$ 0,80 por quilômetro rodado, valor insuficiente para cobrir despesas como combustível, manutenção e taxas cobradas pelas plataformas.
Além disso, os motoaplicativos relatam que são constantemente alvo de falsos perfis de clientes, fraudes e assaltos, o que tem colocado a segurança dos trabalhadores em risco.
Mobilização por mudanças
A paralisação de 31 de março a 1º de abril busca pressionar as plataformas digitais e o poder público a estabelecerem valores mínimos mais justos para as corridas e garantir mais segurança aos motociclistas. Os organizadores pedem que a população apoie o movimento e evite solicitar corridas e entregas durante a greve.
Além dos motoaplicativos, entregadores de comida por aplicativo (delivery) também devem se juntar ao protesto, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração digna.
A mobilização segue a tendência de protestos nacionais contra a precarização do trabalho por aplicativos, evidenciando a necessidade de regulamentação e diálogo entre a categoria, empresas e governo.
Reportagem: Hilda Barros
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