Do centro das atenções do estrelato da TV ao centro de um imbróglio judicial. O apresentador Márcio Garcia está sendo processado por inadimplência em um contrato financeiro e já teve R$ 188.579,38 bloqueados de sua conta pessoal por decisão da Justiça.
A cobrança foi movida por um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios contra a empresa Ecofusion Energia Sustentável Ltda, da qual Márcio é sócio junto com o empresário Rafael Pires Ferreira Gonçalves. Segundo a ação, a empresa deixou de cumprir um contrato de cessão de direitos creditórios, acumulando uma dívida inicial de R$ 165.501,53.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e envolve uma série de tentativas frustradas de resolução. A empresa Ecofusion deveria transferir apenas títulos considerados líquidos e certos, mas parte deles não foi paga. O contrato previa que, em caso de inadimplência, os sócios recompensariam os créditos não quitados — o que não aconteceu.
Diante disso, o fundo credor pediu à Justiça medidas rigorosas para garantir a quitação do débito. Entre elas, a penhora online de valores em contas bancárias, restrições sobre veículos e a inclusão dos nomes dos envolvidos no Serasa.
No primeiro bloqueio, realizado em outubro de 2024, apenas R$ 980 foram encontrados na conta da Ecofusion. Com isso, a Justiça autorizou a busca por valores nas contas pessoais de Márcio Garcia e seu sócio. O arresto judicial ocorreu em 5 de janeiro deste ano (2025), com o bloqueio de R$ 188.579,38 da conta do apresentador.
Curiosamente, em setembro de 2024, a disputa parecia estar chegando ao fim. O fundo de investimentos chegou a peticionar à Justiça informando que as partes haviam entrado em acordo, com um pagamento de R$ 153 mil em parcela única. No entanto, pouco tempo depois, uma nova tabela com o saldo atualizado foi apresentada, elevando a dívida para R$ 188 mil e inviabilizando o encerramento do caso.
No último dia 11 de fevereiro, o juiz do caso determinou que o bloqueio do valor permaneça válido até que Márcio Garcia e seu sócio tenham a chance de apresentar suas defesas. Somente após essa etapa, o magistrado decidirá se o dinheiro será liberado para o fundo credor. Até o momento, Márcio Garcia não se manifestou publicamente sobre o processo.
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