Uma manifestação organizada por membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorrida na manhã desta quinta-feira (22), voltou a interditar a Estrada de Ferro Carajás (EFC), na altura da zona rural de Parauapebas, no trecho conhecido como Estrada Três Voltas, entre Palmares II e a localidade do Rio Branco. O ato, que reuniu aproximadamente 6 mil pessoas, faz parte da chamada Jornada de Lutas por Reforma Agrária Popular e Defesa do Meio Ambiente.
Durante a mobilização, um episódio envolvendo policiais civis chamou a atenção e gerou tensão. Uma equipe da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas, formada por um delegado, um escrivão e dois investigadores, se deslocava para outra operação na região quando foi impedida de seguir viagem pelos manifestantes. Na confusão, a arma de um dos investigadores chegou a ser tomada por integrantes do movimento, o que levou à mobilização de outra equipe para tentar recuperá-la.
Segundo relatos, o momento de maior tensão ocorreu por volta das 10h30, quando os agentes, ao tentarem transitar pela via bloqueada, tiveram o veículo cercado. Vídeos gravados por testemunhas mostram manifestantes subindo sobre o carro da Polícia Civil e entoando palavras de ordem. Apesar da situação crítica, não houve confronto físico nem feridos, e os organizadores informaram que a arma seria devolvida ainda no mesmo dia.
Durante o ato, uma equipe de reportagem que registrava imagens do protesto foi abordada por manifestantes, que exigiram que as gravações fossem apagadas e pediram para que não houvesse registro visual da manifestação. O constrangimento à liberdade de imprensa causou preocupação entre profissionais da comunicação que atuam na região.
Em nota oficial, a Vale informou a suspensão do Trem de Passageiros nesta quinta-feira (22), no trecho São Luís (MA) / Parauapebas (PA), e que a suspensão seguirá nesta sexta-feira (23), no trajeto inverso. A medida foi adotada por questões de segurança.
“A Vale respeita o legítimo e pacífico direito à manifestação e repudia qualquer ato que impeça o direito das pessoas ou empresas de desempenharem suas atividades e, sobretudo, que ameace a segurança e o direito de ir e vir”, afirmou a empresa.
A mineradora também reafirmou seu compromisso com o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado com o Incra em abril deste ano, voltado à regularização fundiária e à reforma agrária no Pará.
A empresa orienta os passageiros que tinham bilhetes para os dias afetados a remarcarem ou solicitarem reembolso, com prazo de até 30 dias para a solicitação. Mais informações podem ser obtidas por meio do canal Alô Vale: 0800 285 7000.
Em nota divulgada durante o protesto, o MST afirmou que a ocupação da ferrovia é uma retomada da pauta de reivindicações iniciada em dezembro de 2024. O movimento afirma que aguarda respostas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Governo Federal e da própria Vale.
“A ação de mobilização é resultado do descumprimento de acordos firmados com o Incra e com a Vale. Apresentamos nossa pauta em dezembro e seguimos sem retorno efetivo. A manifestação também acontece simultaneamente em Canaã dos Carajás, onde cerca de 800 famílias interromperam as atividades na Mina Cristalino”, diz o comunicado.
A direção do movimento informou ainda que a mobilização não tem prazo para ser encerrada e que nova nota oficial será divulgada até o fim do dia.
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