O empresário Aldo Moura de Queiroz Júnior foi preso manhã desta terça-feira (22) por suspeita de envolvimento no assassinato do radialista e produtor de eventos Luis Augusto Carneiro Costa, conhecido como “Luizinho Costa”. A prisão ocorreu durante a terceira fase da "Operação Antena da Lei", em Abaetetuba, no nordeste do estado.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Abaetetuba e pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), o crime teria sido motivado por disputas comerciais no setor de eventos da região. Luizinho, além de atuar como comunicador, também organizava festas e vinha ganhando espaço no mercado, o que teria incomodado concorrentes, conforme informações da polícia.
"Após os levantamentos investigativos, nós representamos pela prisão temporária do suspeito, bem como de busca e apreensão nos endereços a ele ligados. Durante as buscas na residência, foi encontrada a quantia de R$ 34 mil em espécie, aparelhos celulares e outros dispositivos de mídia. Todos os materiais foram apreendidos e apresentados à autoridade policial", informa o delegado Mhoab Khayan, titular da Superintendência Regional do Baixo Tocantins.
Aldo Júnior é proprietário da empresa de eventos “Ouro Negro” e, segundo a polícia, teria se associado a outros suspeitos para planejar e apoiar a execução de Luizinho, assassinato ocorrido em 27 de maio deste ano.
Na casa do empresário, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e apreenderam R$ 34 mil em espécie, além de aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão analisados.
As duas fases anteriores da operação já haviam resultado na prisão de outros dois envolvidos: Gleydoson Moraes Queiroz, o “Cabeção”, apontado como executor do crime, e Francisco Assis Rodrigues Júnior, dono da arma de fogo usada no homicídio. Durante as diligências, a polícia também apreendeu a motocicleta, roupas utilizadas no dia do crime e a arma do assassinato.
O crime ocorreu no dia 27 de maio deste ano contra Luís Augusto Carneiro Costa, que trabalhava como radialista na cidade de Abaetetuba. Ele apresentava um programa ao vivo quando foi morto a tiros. Segundo as apurações da Polícia Civil, a motivação seria a possível concorrência na produção de eventos na região, já que a vítima também atuava como produtor de eventos.
As investigações seguem para identificar todos os coautores e partícipes do homicídio. Quaisquer informações que possam ajudar na solução do caso podem ser encaminhadas ao Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone. Também é possível mandar fotos, vídeos, áudios e localização para a atendente virtual Iara, pelo WhatsApp (91) 98115-9181. Em ambos os casos, não é necessário se identificar.
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