Desde sexta-feira (1º), entra em vigor a nova regra que aumenta a proporção de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel brasileiro. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 25 de junho e eleva a mistura obrigatória de etanol de 27% para 30% e a de biodiesel no diesel de 14% para 15%. A medida visa reduzir o preço dos combustíveis para o consumidor final e fortalecer a produção nacional.
Pietro Mendes, secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), destacou que, com a adoção da mistura E30, a dependência da gasolina importada será eliminada, reduzindo o custo por quilômetro rodado em até R$ 0,02. "Para um motorista de táxi ou de aplicativo, que roda 7.500 km por mês, significa uma economia de R$ 150 por mês ou R$ 1.800 por ano", exemplificou.
Já o ministro Alexandre Silveira ressaltou que o aumento na mistura trará benefícios além da economia. "O E30 e o B15 trarão mais demanda por dendê, mamona, girassol, palma, amendoim, macaúba e sebo. É mais produção no campo, especialmente em áreas degradadas ou ociosas. Mais novas usinas, mais processamento industrial", disse.
Segundo ele, o Brasil deve retomar a autossuficiência na produção de gasolina após 15 anos, graças à diminuição da importação de diesel, e a queda nos preços terá "impacto real na vida das pessoas".
Apesar do objetivo ambiental e econômico, o aumento da proporção de biodiesel no diesel preocupa parte do setor automotivo. Isso porque o biodiesel tem maior tendência à oxidação, especialmente em casos de armazenamento prolongado, podendo formar peróxidos e ácidos.
Além disso, o biodiesel possui maior capacidade de absorver água e pode conter gordura animal, o que aumenta a proliferação de bactérias e o risco de contaminação.
A principal alteração é o aumento da proporção de etanol anidro, sem água, na gasolina comum e aditivada. Esse acréscimo eleva a octanagem do combustível, que passa de 93 para 94 RON (sigla que mede a resistência do combustível à detonação).
Nos Estados Unidos e em países da Europa, o etanol também é usado para ajustar a octanagem em substituição a aditivos químicos como o MTBE (metil-terc-butil éter). A maior octanagem pode reduzir as chamadas “batidas de pino” em motores, embora esse efeito dependa da capacidade de cada veículo de se adaptar à nova mistura.
Além disso, é importante ressaltar que o etanol anidro não contém água, ao contrário do etanol hidratado, que é vendido separadamente nas bombas, que tem de 4% a 7,5% de água, o que pode ser agressivo a motores mais antigos.
A nova mistura é feita nas distribuidoras, que produzem a “gasolina C”, como é conhecida a gasolina já pronta para abastecimento. Por conta disso, a chegada da E30 aos postos vai depender do escoamento dos estoques antigos. O prazo para essa transição varia conforme a região e a logística de distribuição.
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