Os produtores rurais que têm em suas propriedades animais de interesse econômico precisam fazer a atualização do cadastro agropecuário na Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).
A campanha que iniciou em maio está chegando ao fim. O prazo final se encerra no dia 14 de agosto em todo o Pará, exceto para o arquipélago do Marajó, que inicia a etapa da campanha de Atualização Cadastral, somente no próximo dia 18 de agosto e vai até outubro de 2025.
A Adepará observa que o produtor obrigatoriamente deve atualizar seus dados pessoais e do rebanho, com ênfase no saldo de todas as espécies.
Para fazer a atualização dos dados, o produtor deve comparecer presencialmente em uma unidade da Adepará, do seu município, com documento oficial com foto e a relação das espécies de animais que possui na propriedade.
“As campanhas de Atualização Cadastral são muito importantes para a manutenção do status de Livre de Febre Aftosa do estado, pois elas têm a intenção de gerar informações que vão auxiliar o Serviço Veterinário Oficial diante de um foco de doenças que podem acometer as espécies de interesse pecuário. A primeira etapa mostrou o engajamento dos produtores e um esforço por parte da agência em mobilizar servidores para recepcionar da melhor forma possível a população. Mesmo este atendimento sendo um pouco mais demorado, já que o foco agora é o saldo de todas as espécies, a agência já está se preparando para receber cada vez melhor nossos produtores nas próximas etapas”, explicou Barbra Lopes, gerente de cadastro e rastreabilidade da Adepará.
Novo status sanitário - O Pará tem o segundo maior rebanho bovino do País e conquistou em maio de 2025 o reconhecimento internacional de zona livre de aftosa sem vacinação. O novo status sanitário deve gerar interesse de novos mercados pela carne produzida no Pará.
A Agência de Defesa Agropecuária frisa que a retirada da vacina é considerada um marco para a pecuária estadual e coloca essa atividade econômica em outro patamar. Mas para manter o novo status sanitário, a Adepará vem atuando mais intensamente na prevenção à doença, realizando a vigilância baseada em fatores de risco e o monitoramento constante das propriedades de risco.
De acordo com o diretor geral da Adepará, Jamir Macedo, a não obrigatoriedade da vacina acabou provocando um distanciamento do produtor, que agora não precisa mais vacinar o rebanho. O gestor alerta que o produtor não deve descuidar das medidas preventivas que ajudam a manter a saúde dos animais. Segundo o diretor, o cadastro é essencial para que a defesa agropecuária possa atuar e precisa estar atualizado.
“É fundamental preservar a nossa base de dados e a base cadastral, porque anteriormente, durante o período de vacinação, o produtor rural comparecia até a unidade de Adepará para fazer a sua atualização, informando a situação do seu rebanho. Com a retirada da vacina, nós verificamos que o produtor rural se afastou da agência, então não podemos perder de forma nenhuma esse vínculo", frisou o diretor.
"Hoje, a nossa responsabilidade é muito maior, porque precisamos garantir para o mundo que nós podemos manter esse novo status sanitário que é a zona livre de aftosa sem vacinação. Então, nós precisamos do apoio do produtor rural porque o serviço de defesa necessita estar com todas as informações atualizadas para que possa trabalhar de maneira eficaz e garantir a sanidade da nossa produção. E, isso nós só conseguimos se soubermos, de fato, qual é a população do rebanho e da exploração pecuária existente no estado”.
Atualização cadastral - O objetivo principal da atualização cadastral é manter atualizada a base de dados do rebanho pecuário, especialmente após a suspensão da vacinação. Essa atualização é fundamental para:
-Manter a certificação de zona livre de febre aftosa: A base de dados sólida é essencial para comprovar a condição sanitária do estado.
-Fortalecer o vínculo com os produtores rurais: A atualização cadastral é uma forma de manter a parceria com os produtores para atualizar informações.
-Direcionar políticas públicas: Dados precisos permitem identificar o tamanho do rebanho, a importância do setor e direcionar recursos para benefício dos produtores.
-Fornecer informações oficiais: A base de dados é utilizada para o planejamento e desenvolvimento do setor.
“O cadastro é justamente para manter essa base de dados oficial e desenvolver as atividades da defesa agropecuária. Com o cadastro, é possível saber o volume do nosso rebanho, qual a importância da rastreabilidade no estado e direcionar políticas públicas para o setor. São informações utilizadas por órgãos como IBGE, Secretaria de agricultura, que utilizam as informações da ADEPARÁ. Então, essa base de dados é construída e consultada para benefício do produtor rural. Tudo é direcionado para que o produtor rural seja melhor assistido por todos os órgãos do governo do estado”, concluiu o diretor da Adepará, Jamir Macedo.
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