Salvador amanheceu sob a sombra de mais uma operação policial que expõe a engrenagem complexa por trás do crime organizado na Bahia. Em meio a bairros populosos e rotinas aparentemente comuns, a prisão de uma advogada com R$ 190 mil em dinheiro vivo reacendeu o debate sobre a infiltração do crime em estruturas profissionais, e sobre como relações pessoais e funções jurídicas podem se misturar quando a lógica das facções se impõe.
A detida é Poliane França Gomes, advogada suspeita de integrar e operar parte estratégica de uma facção criminosa baiana. Segundo a Polícia Civil, além de prestar serviços jurídicos ao grupo, ela mantinha um relacionamento íntimo com o chefe da organização, Leandro de Conceição Santos Fonseca, o "Shantaram", atualmente custodiado no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, a cerca de 190 km de Salvador.
As investigações apontam que Poliane funcionava como ponte direta entre o presídio e as lideranças em liberdade. Cabia a ela transmitir ordens estratégicas, reorganizar territórios, articular cobranças internas e manter o fluxo permanente de comunicação que sustentava o esquema. A polícia afirma que, com a prisão dela, uma parte essencial da estrutura criminosa foi desarticulada - responsável por movimentação milionária, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até articulação de ataques armados em cinco estados.
A ofensiva desta quinta-feira (27) resultou ainda na prisão de outras 14 pessoas. Entre os alvos estão contadores do tráfico, operadores logísticos e gerentes territoriais que comandavam áreas em Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e outros municípios. Eles seriam responsáveis por transportar, armazenar e distribuir drogas e armas, além de administrar o fluxo financeiro da facção.
Localizada no bairro de São Caetano, em Salvador, Poliane foi surpreendida pelos agentes com R$ 190 mil em espécie. No total, a operação também determinou o bloqueio de uma ampla lista de bens vinculados ao grupo: sete veículos, um jetski, um haras com cavalos de raça e uma usina de energia solar avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão.
A Polícia Civil bloqueou ainda contas bancárias e investimentos associados a 26 CPFs e CNPJs, valor que pode ultrapassar R$ 100 milhões. A expectativa é que a medida pressione financeiramente a facção e dificulte sua reorganização.
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