O Tribunal do Júri de Sara Nunes Ferreira, acusada de assassinar a jovem Ana Beatriz Machado, está sendo realizado nesta quinta-feira (4) no Fórum Juiz José Elias Monteiro Lopes, em Marabá, sudeste do Estado. O processo, que trata de um crime com grande repercussão local, tramita em segredo de justiça na 1ª Vara Criminal do município.
Sara responde perante os jurados pela acusação principal de homicídio qualificado por motivo fútil. Além disso, a ré também é julgada no mesmo processo pelos crimes de lesão corporal contra David Gabriel Barros de Souza, amigo da vítima, e por fraude processual, sob a suspeita de ter apagado conversas com a vítima após a consumação do crime.
O julgamento acontece após um adiamento considerado polêmico. A sessão estava inicialmente prevista para 29 de maio, mas foi suspensa devido à ausência da defesa. Na ocasião, o advogado Arnaldo Ramos de Barros Júnior alegou incompatibilidade de agenda, justificando que teria outro julgamento em Pernambuco no dia anterior.
O pedido de adiamento, no entanto, foi negado pela Justiça sob a justificativa de que o escritório possuía outros advogados aptos a comparecerem. A juíza Alessandra Rocha da Silva Sousa, que presidiria a sessão, considerou a ausência da equipe como má-fé processual e, então, remarcou o ato para esta data em dezembro.
Relembre
O crime ocorreu na madrugada de 7 de janeiro de 2024, em um bar localizado na Rua Fortunato Simplício Costa, Bairro Novo Horizonte, núcleo Cidade Nova, em Marabá. Segundo as investigações, Sara Nunes teria se dirigido ao local para tirar satisfações com Ana Beatriz após uma discussão prévia via Instagram.
A acusada alegou à polícia que trabalhava com a vítima e que havia desavenças motivadas por fofocas no ambiente de trabalho e supostas mensagens enviadas por Ana ao namorado de Sara.
Ao chegar ao estabelecimento, as duas entraram em luta corporal. Sara teria, então, sacado uma faca e desferido múltiplos golpes na região do tórax e abdômen de Ana Beatriz. A vítima chegou a ser socorrida por populares e pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Após o crime, Sara Ferreira apresentou-se na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil com a arma utilizada e foi autuada em flagrante. Ela teve o pedido de liberdade negado pela juíza Renata Guerreiro Milhomem em 9 de janeiro e permanece custodiada no Centro de Triagem Feminino de Marabá desde então.
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