O Ministério da Saúde enviou, nesta quarta-feira (31), mais 100 unidades de fomepizol para a Bahia após a confirmação de sete novos casos de intoxicação por metanol no interior do estado. Com a nova remessa, a rede estadual de saúde passa a dispor de 206 unidades de fomepizol e 318 ampolas de etanol, medicamentos utilizados no tratamento desse tipo de intoxicação.
A distribuição do fomepizol está sendo realizada pelo governo da Bahia para regiões consideradas estratégicas, como Extremo Sul, Sudoeste, Norte e Oeste, com o objetivo de garantir acesso rápido ao medicamento. A previsão é que as novas unidades cheguem ao estado ainda nesta quarta-feira.
De acordo com o Ministério da Saúde, os pacientes estão sendo atendidos com os lotes enviados anteriormente. O protocolo de tratamento com fomepizol costuma utilizar entre quatro e cinco unidades por paciente, podendo variar conforme o peso corporal. No caso do etanol, são aplicadas cerca de 30 ampolas de 10 mililitros por paciente.
Até o dia 8 de dezembro, a Bahia havia registrado sete notificações de intoxicação por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Desse total, dois casos foram confirmados, quatro descartados e um seguia em investigação. Em relação às mortes, uma foi confirmada e outra descartada pelas autoridades de saúde.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde mantém o monitoramento das notificações de intoxicação por metanol por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). A pasta informa que todos os estados contam com insumos para o tratamento dos pacientes e com estoque estratégico para situações emergenciais.
Em outubro, foi instalada a Sala de Situação Nacional para acompanhar o aumento de casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. O espaço foi encerrado em 8 de dezembro, após a redução no número de novos registros e de óbitos.
Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram registradas 890 notificações no país. Desse total, 73 casos foram confirmados, 29 permaneciam em análise e 788 foram descartados por não apresentarem indícios de metanol. Entre os casos confirmados, 22 evoluíram para óbito.
Após o encerramento da Sala de Situação, o acompanhamento dos casos segue sendo feito por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e pelas equipes de vigilância de intoxicações exógenas nos estados.
A Sala de Situação contou com a participação de diferentes secretarias do Ministério da Saúde, além de órgãos como Anvisa, Fiocruz, Ebserh, Conass, Conasems, Conselho Nacional de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e representantes dos ministérios da Agricultura e Pecuária e da Justiça e Segurança Pública, responsáveis por ações de controle e investigação.
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