A Justiça Federal de Marabá condenou Luiz Antonio da Silva, apontado como um dos integrantes da quadrilha que, em 1999, roubou 289 quilos de ouro da mineradora Vale (então CVRD). A sentença foi proferida nessa quinta-feira (22), em um dos crimes mais audaciosos da história do Pará, ocorrido no aeroporto da Serra dos Carajás, em Parauapebas, sudeste do Estado.
O juiz federal Marcelo Honorato fixou uma pena de dez anos e 11 meses de prisão para Luiz Antonio, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O réu foi condenado por roubo majorado, com a pena aumentada por ter usado arma de fogo, agido em conjunto com comparsas e restringido a liberdade de pilotos.
O assalto, que chocou o Pará, aconteceu em 5 de outubro de 1999. Na ocasião, um grupo de homens encapuzados e com roupas camufladas saiu de um matagal próximo à pista do aeroporto, surpreendendo a equipe de segurança da empresa Norsergel com disparos de arma de fogo.
Os criminosos transferiram o ouro de um helicóptero da Vale para uma aeronave King Air. Sob ameaça armada, os pilotos foram sequestrados e obrigados a voar até uma pista clandestina em uma fazenda no município de São Félix do Xingu.
Após descarregarem os 289 quilos de ouro, os assaltantes ordenaram que a tripulação decolasse novamente e fugiram em uma embarcação tipo "voadeira".
O volume roubado na época foi avaliado em R$ 4,8 milhões. Atualmente, essa quantidade de ouro corresponde a cerca de R$ 200 milhões, considerando o grama a R$ 840.
Luiz Antonio foi localizado apenas em 2023, na cidade de Goiânia (GO). "Um laudo emitido pelo Instituto Nacional de Criminalística (INL) concluiu pela mais alta compatibilidade facial, classificando a semelhança no nível +4 (mais quatro) da escala FISWG (maior grau possível), ou seja, com evidência extremamente forte de identidade", destacou o juiz Marcelo Honorato.
O magistrado ressaltou, inclusive, "a presença de característica morfológica singular visível no réu – pinta labial superior direita – comum às imagens".
Em sua defesa, o réu negou qualquer participação no crime, alegando nunca ter estado no Pará e apontando um possível erro de identidade devido a homônimos.
No entanto, segundo o Ministério Público Federal (MPF), Luiz Antonio não teve um papel secundário. Ele era o responsável pelo transporte do armamento pesado e sua residência serviu de base para o planejamento do grupo.
Embora outros membros do bando já tenham sido condenados ao longo das décadas, alguns seguem foragidos. A decisão proferida em Marabá ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília.
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