A advogada Gessyane Oliveira de Moraes foi condenada a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. O marido dela, Lucas Alexandre Farias de Lima, recebeu pena de 13 anos e cinco meses de reclusão pelo mesmo crime e por posse ilegal de arma de fogo. Por fim, Jonas Porto dos Santos foi sentenciado a nove anos também por crime relacionado a drogas.
A sentença foi expedida em 15 de outubro de 2025, pouco mais de quatro meses após a prisão dos três, realizada em 12 de junho, em Parauapebas, mas só chegou ao conhecimento da reportagem nesta sexta (6). O processo corre em sigilo.
Gessyane e Lucas estavam respondendo ao processo em liberdade e podem recorrer da decisão da mesma forma. Jonas, que estava preso, foi mantido assim pela Justiça. O réu também responde a outro processo criminal pelo crime de tráfico de drogas. Os três negaram as acusações ao serem ouvidos em interrogatório judicial.
DENÚNCIA
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Pará, a Polícia Civil flagrou os três em uma residência onde havia 1,114 kg de skank – maconha com alto teor de THC – em dois grandes sacos plásticos, 224g da mesma droga em um pote de vidro e 14,5g de cocaína em três embalagens. Além disso, foi apreendido um revólver calibre .38, com cinco munições, e mais 30 munições de calibre 9mm, que é de uso restrito.
Os policiais chegaram ao trio após receber denúncias de que havia intensa movimentação na casa de Gessyane e Lucas. Antes de realizarem a abordagem, eles visualizaram Lucas e Jonas embalando drogas na área dos fundos do imóvel. Também perceberam Jonas saindo da residência em uma motocicleta para realizar uma entrega de entorpecente e retornando minutos depois.
Em depoimento à Polícia Civil, conforme a denúncia, o casal informou que a arma pertencia a Lucas.
ENTENDIMENTO JUDICIAL
A juíza Flávia Oliveira do Rosário, titular da 2ª Vara Criminal de Parauapebas, fixou a pena da advogada e do marido levando em consideração a elevada quantidade de droga apreendida e o fato de que o entorpecente foi localizado no interior da residência de ambos, onde também havia balanças de precisão, diversos apetrechos para fracionamento e acondicionamento da droga, munições de uso restrito e arma de fogo.
“A estrutura identificada demonstra não se tratar de envolvimento ocasional, mas de um ambiente montado para favorecer o tráfico, com relevante grau de organização e estabilidade, o que agrava negativamente a sua conduta e justifica o aumento da pena inicial”, afirmou a magistrada.
DEFESAS
À justiça, Gessyane e Lucas negaram que tivesse drogas ou arma na casa. Ela afirmou que os policiais chegaram dos fundos da residência já em posse dos entorpecentes. Lucas acrescentou que assumiu, na Delegacia de Polícia Civil, ser o dono do entorpecente por ter sido ameaçado.
Jonas, por sua vez, alegou que estava na casa porque foi contratado para ser ajudante de pedreiro numa obra que estava sendo realizada lá e que sempre saía do local para comprar material ou lanchar. Negou que tivesse saído entregar droga, alegando ter ido comprar selante para a obra.
HOMICÍDIO Após discussão, homem é morto a tiros nos fundos de bar em Parauapebas
PARAUAPEBAS Criança sofre grave descarga elétrica ao brincar com carregador
SEGURANÇA Operação em Parauapebas resulta em 23 prisões e apreensões
SUSTENTABILIDADE Ciclismo Sustentável: Começa a entrega de kits em Parauapebas com arrecadação de ração
INFRAESTRUTURA Operação Tapa-Buraco segue transformando Parauapebas, mais de 14 bairros já receberam os benefícios
MORADIA Programa Titula Parauapebas avança e leva mais dignidade a famílias com a regularização fundiária de novos núcleos urbanos
Mín. 22° Máx. 29°
Mín. 21° Máx. 32°
Chuvas esparsasMín. 21° Máx. 28°
Chuva
Mundo dos Famosos Irmão de Ruthetty é preso por suspeita de envolvimento na morte da cantora
Tecnologia e Cinema He-Man está de volta: o segredo de Mestres do Universo
Bastidores da Política Câmara de Canaã vota de reestruturação do IDURB a vacinação domiciliar para autistas
Mundo dos Esportes Abertura oficial do 1º Copão de Bairros 2026 reúne atletas, torcedores e grandes disputas no Complexo Rio Verde