Um motorista de aplicativo foi preso em flagrante após estuprar uma adolescente de 17 anos em Ceilândia, no Distrito Federal. A Justiça converteu a prisão para preventiva após audiência de custódia realizada no último domingo (8).
Identificado como Guilherme Nunes da Silva, ele permanecerá detido após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O juiz responsável pela audiência de custódia determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva.
O acusado trabalhava como motorista de aplicativo e foi detido logo após o crime. A empresa Uber desativou imediatamente a conta do profissional.
A vítima estava com duas amigas quando solicitou a corrida. O trio deveria ser deixado em endereços diferentes entre Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. O trajeto normal levaria cerca de 15 minutos.
Após deixar as duas amigas em suas casas, o motorista ficou sozinho com a adolescente no veículo. A jovem levou uma hora para chegar ao destino final.
O homem desviou a rota original e informou à vítima que só a deixaria em casa depois de terminar o que faria. O abuso sexual teria acontecido durante esse período.
A adolescente enviou mensagens à mãe durante o trajeto. Nas mensagens, relatou que o homem a acariciava e disse que se sentia "um lixo".
A jovem também gravou um vídeo que mostra o momento em que o acusado passa a mão em suas pernas. As imagens revelam manchas na saia da vítima, que a mãe acredita ser esperma.
A família da adolescente procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II logo após o crime. A polícia localizou e prendeu o motorista em flagrante poucas horas depois.
As peças de roupa foram encaminhadas para perícia. Os materiais servirão como prova na investigação criminal.
Em nota, a Uber afirmou que lamenta o acontecido e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual.
A plataforma informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, conforme determina a lei. A conta do motorista foi desativada imediatamente após a denúncia.
"A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.
Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico. Ambos foram disponibilizados para a usuária."
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