Dois homens suspeitos de envolvimento no ataque que resultou na morte de dois guardas municipais em Portel, no arquipélago do Marajó, morreram na manhã desta terça-feira (10) durante uma operação integrada da Polícia Civil do Pará e da Polícia Militar do Pará. Eles foram identificados apenas como “Cara de Doido” e Eldiney Moreira Guilherme. Na segunda-feira (9), outros dois suspeitos de envolvimento com as mortes foram presos. Eles foram apresentados na Delegacia de Portel pela equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM. Um terceiro suspeito morreu durante a operação policial que antecedeu as prisões.
Segundo a Polícia Civil, a ação desta terça teve como objetivo cumprir mandados e localizar suspeitos do atentado ocorrido no último fim de semana no município. Durante as buscas, os dois homens teriam reagido à abordagem policial com disparos de arma de fogo. Houve troca de tiros, e ambos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos pelos próprios agentes e encaminhados ao Hospital Geral de Portel, mas não resistiram aos ferimentos.
Em nota, a Polícia Civil informou que os suspeitos possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas e latrocínio. As armas utilizadas no confronto foram apreendidas e perícias foram solicitadas. O caso segue sob investigação da Delegacia de Portel, com apoio da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP).
A operação ocorre em meio ao reforço policial enviado a Portel após uma sequência de crimes violentos registrada no último fim de semana. Na ocasião, quatro pessoas foram assassinadas a tiros, entre elas os guardas municipais Alessandro Oliveira Freitas e Iago Fernando Medeiros Pereira. Os agentes faziam rondas pela cidade quando foram atacados por homens armados que estavam em um carro, supostamente portando fuzis. Outros dois guardas municipais ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Regional do Marajó, em Breves.
Após o ataque aos agentes, os criminosos ainda invadiram uma residência e mataram a tiros um homem conhecido como “Gato Mestre”, que teria envolvimento com o tráfico de drogas. Em seguida, foi assassinado o professor Dalcides Santana Pinheiro. A motivação da morte do educador ainda é desconhecida.
Após os crimes, os suspeitos abandonaram um veículo em um quintal, na rua Duque de Caxias, na área conhecida como Portelinha, e atearam fogo no carro.
A Redação Integrada de O Liberal apurou, junto a uma fonte que pediu para não ser identificada, que dias antes dos ataques houve um confronto em Portel que terminou com a morte de um homem suspeito de chefiar o Comando Vermelho no município. Antes disso, outro homem também teria sido morto por supostamente cobrar a chamada “taxa do crime” de comerciantes locais.
Quaisquer informações que possam ajudar na solução do caso podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia (181). A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone. Também é possível mandar fotos, vídeos, áudios e localização para a atendente virtual Iara, pelo WhatsApp (91) 98115-9181. Em ambos os casos, não é necessário se identificar.
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