A professora Monique Medeiros da Costa e Silva voltou a ser presa nesta segunda-feira, 20, após se entregar na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela é ré no processo que investiga a morte do próprio filho, Henry Borel, de apenas 4 anos.
A nova prisão foi determinada na última semana pelo Supremo Tribunal Federal(STF), por decisão do ministro Gilmar Mendes. Após se apresentar, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na na zona norte da capital fluminense, onde passará por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, será levada novamente à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
Monique havia deixado a prisão no dia 24 de março, após decisão da Justiça que concedeu o relaxamento da prisão preventiva. Na ocasião, o julgamento dela e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi adiado para o dia 25 de maio, depois que a defesa do réu abandonou o plenário.
Com o adiamento, a defesa de Monique alegou prejuízo e conseguiu a soltura da cliente. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão, após manifestação do pai de Henry, Leniel Borel. O pedido foi acolhido por Gilmar Mendes, que determinou o retorno da acusada ao sistema prisional.
O caso remonta à madrugada de 8 de março de 2021, quando Henry foi levado a um hospital particular com a alegação de acidente doméstico. A versão foi contestada pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou 23 lesões provocadas por agressões, incluindo hemorragia interna e laceração hepática.
As investigações da Polícia Civil indicaram que o menino era vítima de uma sequência de agressões atribuídas ao padrasto, Jairinho, e que a mãe tinha conhecimento das violências. Ambos foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio e omissão de socorro.
A defesa de Monique informou que a ré se apresentou voluntariamente para cumprir a decisão judicial e afirmou confiar na absolvição da cliente. Os advogados também ingressaram com recursos no STF e estudam acionar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando violação de direitos no sistema prisional.
O julgamento está previsto para o próximo dia 25 de maio.
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