O professor de jiu-jitsu e policial civil Melqui Galvão foi preso temporariamente na noite de segunda-feira, 27, em Manaus (AM), pela suspeita de abuso sexual contra três alunas. O caso é investigado pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo, e o processo tramita em sigilo na Justiça paulista. A reportagem tenta localizar a defesa do instrutor.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Civil ouviu os pais das vítimas, que apresentaram uma gravação na qual o suspeito admite o crime de forma indireta. Eles também mostraram mensagens trocadas com o homem nas quais há indícios de prática criminosa, informou a secretaria.
"Diante dos fatos, a delegada solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Também foram deferidos mandados de busca e apreensão, devidamente cumpridos pela equipe da 8ª DDM", afirmou a SSP.
Melqui Galvão comanda academias e equipes de lutadores de alto rendimento no jiu-jitsu. Ele também é servidor efetivo da Polícia Civil do Amazonas. Atualmente, estava lotado no setor de capacitação da instituição, atuando como instrutor de defesa pessoal.
Segundo a secretaria, a gravidade dos fatos investigados levou ao afastamento cautelar de Melqui Galvão das funções na polícia até a conclusão da investigação. A Polícia Civil do Amazonas também abriu uma apuração sobre a regularidade do vínculo funcional e "eventuais incompatibilidades no exercício de atividades fora do estado". O caso também está sendo investigado pela Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública amazonense.
"A Polícia Civil do Amazonas reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta, reiterando seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência", informou.
Em nota, o filho de Melqui, o campeão mundial de jiu-jitsu Mica Galvão, que assumiu o comando de academias e equipes, afirmou que sua gratidão e amor pelo pai não mudam, mas disse esperar que "os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel".
"Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, esse é um valor que carrego e que não abro exceção. Não tenho respostas para tudo agora. Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano", afirmou Mica.
Na terça-feira, 28, a Confederação Brasileira de Jiu-Jtsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) informaram, por meio de nota, que Melqui Galvão será banido definitivamente de seus quadros e que não poderá mais participar de eventos e atividades promovidas pelas entidades. As duas instituições manifestaram "profunda indignação" em relação aos fatos investigados.
"Tais ações são inaceitáveis e violam os princípios éticos mais basilares do esporte", disse. "A CBJJ e a IBJJF repudiam comportamentos que violem a integridade e a segurança de praticantes do esporte, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes", afirmou.
O comunicado também enalteceu "os atletas que tiveram a coragem de expor as situações de violência sofridas, permitindo que outras vítimas se sintam encorajadas a denunciar seus algozes".
NOVO SALÁRIO Nem todo aposentado terá novo valor do INSS em 2027; entenda
SÃO PAULO Gerente do Santander desvia R$ 2 mi de idosos e gasta em bets
MEGA -SENA Mega-Sena acumula para R$ 75 milhões; confira os números sorteados
USARÁ TORNOZELEIRA Caso Djidja Cardoso: Mãe de ex-Sinhazinha vai ao regime semiaberto
ATENÇÃO Seu INSS corre risco? Veja se sua biometria já está cadastrada
CALENDÁRIO 2026 Feriado nacional numa sexta vai render folga prolongada; veja Mín. 24° Máx. 38°
Mín. 23° Máx. 39°
Chuvas esparsasMín. 25° Máx. 39°
Parcialmente nublado
Bastidores da Política Santinhos de Daniel Santos são achados com R$ 17 mil em suposta compra de votos no Pará
Tecnologia e Cinema WhatsApp anuncia ferramentas para monitoramento de grupos adolescentes
Mundo dos Esportes Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil
Mundo dos Famosos Helicóptero com cantor Rick caiu um minuto após último sinal