Agentes de segurança que atuam na Base Integrada Fluvial Candiru, vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), apreenderam, nesta quinta-feira (14), mais de 1 quilo de substância análoga à maconha. A ação ocorreu menos de 24 horas após outra fiscalização realizada pela mesma unidade, que resultou na interceptação de quase 80 quilos de material semelhante a oxi.
Nos dois casos, os entorpecentes foram localizados durante fiscalizações na Região de Integração do Baixo Amazonas, com o auxílio da cadela farejadora Ísis, em embarcações que saíram de Manaus (AM). A primeira, que transportava o maior volume de drogas, tinha como destino o município de Santarém, no Oeste do Pará. Já a segunda embarcação seguia para Belém.
A substância análoga à maconha foi apreendida pela equipe operacional formada por militares do Grupamento Fluvial (GFlu) e da Polícia Militar, sendo posteriormente encaminhada à Polícia Civil para perícia. O material foi encontrado na área de encomendas da embarcação após a cadela farejadora Ísis sinalizar aos agentes o local onde a carga estava escondida.
Para o titular da Segup, coronel PM Ed-Lin Anselmo, as fiscalizações ostensivas estão entre as medidas mais eficazes no combate ao tráfico de drogas nos rios da Amazônia. “As Bases Fluviais atuam de forma intensiva no monitoramento e controle dos nossos rios para coibir ações criminosas. Essa apreensão é resultado do trabalho ininterrupto realizado pelos nossos agentes de fiscalização”, afirmou.
Combate
O governo do Pará intensifica a segurança nos rios do Estado com a atuação das três bases fluviais: a Antônio Lemos, em Breves, entregue em 2022; a Candiru, em Óbidos, entregue em 2024; e a Baixo Tocantins, em Abaetetuba, entregue em março de 2026. Desde a implantação das estruturas, até meados de abril de 2026, foram responsáveis pela apreensão de mais de 6,7 toneladas de drogas.
O secretário Ed-Lin Anselmo acrescentou: “As duas ocorrências reforçam a importância estratégica das Bases Integradas Fluviais no combate ao tráfico de drogas nos rios paraenses. Foram ações distintas, mas com apreensões importantes. Seguiremos intensificando as ações de enfrentamento à criminalidade para garantir mais segurança à população paraense”, garantiu.
A localização das unidades permite o monitoramento integrado das principais rotas fluviais utilizadas por organizações criminosas para o transporte de drogas e outros ilícitos. A atuação ocorre de forma conjunta, envolvendo as polícias Civil, Militar e Federal, o Corpo de Bombeiros Militar, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Receita Federal.
Por Diego Monteiro (SEGUP)
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