Uma operação realizada nos dias 30 e 31 de julho, em Parauapebas, no sudeste paraense, resultou na identificação de furtos de energia elétrica em cinco estabelecimentos comerciais do município. A ação foi coordenada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Científica e da Equatorial Pará.
Durante as fiscalizações, a Polícia Científica e os técnicos da Equatorial Pará constataram diferentes formas de desvio de energia. Três estabelecimentos comerciais foram encontrados com fraudes no conjunto de medição. Nessa situação, o consumo de energia era faturado de maneira mínima, não correspondendo ao consumo real. Além disso, a prática também prejudicava a qualidade da energia elétrica de outros clientes.
Um estabelecimento foi flagrado com ligação direta da rede elétrica sem passagem pelo medidor, caracterizando furto de energia. Em outro caso, um desvio de energia, antes do conjunto de medição, embutido na calçada do estabelecimento, impedia o medidor de registrar o consumo real. As irregularidades foram identificadas nos bairros Cidade Jardim, Paraíso e Liberdade.
Denúncias em outros municípios
Ainda no mês de julho, as polícias Civil e Polícia Científica flagraram cinco estabelecimentos comerciais do ramo alimentício, cometendo crime de furto de energia, no município de Marabá.
Entre os locais identificados está uma açaiteria, com o conjunto de medição fraudado. Farmácia e hortifrútis, ambos de grande porte, também com medidor fraudado. E açaiteria e frutaria com desvio de energia. Todos no núcleo Nova Marabá.
Já em Conceição do Araguaia, a operação flagrou quatro estabelecimentos comerciais, entre eles um hotel com ligação direta.
Além de ser crime, as ligações clandestinas e medidores adulterados podem levar a sobrecargas elétricas, curtos-circuitos e picos de energia, aumentando também o risco de acidentes elétricos. Transformadores sobrecarregados com furto de energia podem resultar em falhas de equipamentos, reparos custosos, tanto para o cliente quanto para a distribuidora de energia, interrupções no fornecimento geral de eletricidade e incêndios.
Além das sanções criminais, os responsáveis deverão ressarcir os valores correspondentes à energia não faturada, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), bem como arcar com os custos administrativos e operacionais decorrentes da irregularidade.
Denúncias
Casos suspeitos de ligações clandestinas e furtos de cabos ou equipamentos podem ser informados, anonimamente, à Polícia Civil pelo número 181 ou à Equatorial Pará, por meio da Central de Atendimento no telefone 0800 091 0196, pelo site www.equatorialenergia.com.br ou nas agências presenciais da distribuidora.
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