Peterson Cássio da Cruz Araújo e Ian da Silva Assis, acusados de homicídio duplamente qualificado, foram absolvidos durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Xinguara, nesta segunda-feira (3). Conforme apurado pelo Correio de Carajás, a decisão foi tomada por maioria apertada dos jurados, com quatro votos favoráveis à absolvição e três contrários.
A dupla respondia a um processo por homicídio qualificado por motivo fútil e por, supostamente, ter utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles estavam presos preventivamente há dois anos, aguardando a realização do júri, período em que permaneceram custodiados em Marabá.
De acordo com a denúncia, Luiz Fernando do Nascimento Batista foi morto no dia 25 de novembro de 2024. A investigação apontou indícios de autoria e materialidade do crime. Conforme apurado, no momento da ação criminosa, a vítima trafegava em uma motocicleta na companhia do irmão, que conseguiu fugir do local.
Ainda segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público Estadual, o homicídio teria sido praticado em concurso de pessoas, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atingida por diversos golpes de facão e de barra de ferro na região da cabeça.
A sessão foi presidida pelo juiz Adolfo do Carmo Júnior e contou com a atuação do promotor de Justiça Luiz da Silva Souza. O julgamento mobilizou grande público, e o plenário do Fórum de Xinguara ficou completamente lotado para acompanhar a sessão.
A defesa de Peterson foi conduzida pela advogada criminalista Cristina Longo. Já Ian foi representado pelos advogados Hiago Santos Oliveira, que saiu da Bahia para participar do julgamento, Ronald Fabrício Araújo e Petronilio Rosalves de Almeida Sena.
Após a absolvição, a advogada Cristina Longo classificou o resultado como uma importante vitória da defesa. “Foi um júri bem emblemático. Um julgamento muito disputado, mas o resultado demonstra que a defesa conseguiu apresentar aos jurados elementos suficientes para a absolvição”, comemora a advogada.
Ela também destacou que os acusados permaneceram presos por dois anos antes de serem levados a julgamento, destacando que a absolvição representa uma grande vitória. “Principalmente porque retira o peso de uma acusação e evidencia que o Estado deve refletir sobre esses dois anos de cárcere”, declara Cristina.
Segundo a advogada, a defesa foi bem recebida em Xinguara e ressaltou o trabalho desenvolvido durante a sessão.
Com a decisão do Conselho de Sentença, Peterson Cássio e Ian da Silva foram absolvidos da acusação e deixaram a condição de presos em relação a esse processo.
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