Na tarde deste domingo (06/09), um avião de carga operado para a Amazon saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, e atingiu veículos que trafegavam por uma via de contorno do terminal. O acidente ocorreu por volta das 14h no horário local e deixou ao menos cinco pessoas mortas.
Segundo o Gabinete do Xerife de Miami-Dade, não há, aparentemente, nenhuma ameaça à segurança pública neste momento. Apesar disso, o local permanece classificado como uma área de ocorrência ativa. “Equipes chegaram ao local e encontraram um avião que havia pegado fogo como resultado deste acidente, com chamas intensas e muita fumaça”, informou o Miami-Dade Fire Rescue em uma publicação no X.
De acordo com as autoridades, mais de 60 equipes de combate a incêndios foram deslocadas para controlar o fogo provocado pelo acidente.
A Amazon confirmou que a aeronave envolvida pertencia à operação de carga da empresa e era conduzida pela 21 Air. “Podemos confirmar que um avião da Amazon Air, operado pela 21 Air, sofreu um acidente ao tentar pousar no Aeroporto Internacional de Miami hoje. Esta é uma situação que está evoluindo rapidamente e ainda estamos reunindo informações”, disse Kelly Nantel, porta-voz da Amazon, em comunicado à imprensa.
“No momento, nossa prioridade absoluta é a segurança, o bem-estar e o cuidado de todos os envolvidos. Estamos fazendo tudo o que podemos para apoiar as pessoas afetadas”, continuou o comunicado.
O avião envolvido no acidente era um Boeing 767 com 32 anos de operação. A aeronave havia partido de San Juan, em Porto Rico, e realizou a aproximação para pousar na pista 30 do Aeroporto Internacional de Miami, que tem mais de 2.700 metros de extensão, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).
Até o momento, não foi esclarecido o motivo pelo qual o Boeing 767 não conseguiu parar antes de chegar ao final da pista. Após o acidente, equipes de inspeção informaram que não encontraram partes da aeronave ou outros destroços espalhados pela pista. Contudo, ao deixar a área pavimentada, o avião danificou equipamentos de navegação.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) afirmou que está reunindo informações sobre o caso. A FAA também deverá conduzir uma investigação para determinar as circunstâncias que levaram ao acidente.
Por conta do acidente, as operações em solo foram suspensas e voltaram somente as 17h, no horário do leste dos Estados Unidos. Contudo, mesmo com a retomada das atividades, a FAA informou que atrasos nas operações em solo devem continuar até segunda-feira (07/09), já que a aeronave permanece na pista.
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