O governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), realizou, nesta quarta-feira (28), dois atendimentos a empresas de diferentes segmentos da cadeia produtiva do açaí. As agendas envolveram a articulação com o Banco da Amazônia (Basa) para projetos industriais em Breves e Barcarena e orientações sobre a transferência de uma área no Distrito Industrial de Icoaraci, em Belém.
Os encontros fazem parte do trabalho da Codec de acompanhar novos investimentos e atender às demandas das empresas instaladas nos distritos industriais. A atuação inclui orientações técnicas e administrativas, além da aproximação com instituições que podem contribuir para a implantação e a ampliação de empreendimentos no Estado.
Apoio a novos investimentos
Na primeira agenda, representantes da Codec acompanharam uma empresa do setor de processamento de polpa de açaí em reunião com o Banco da Amazônia. Com produtos comercializados nos mercados nacional e internacional, a empresa já mantém tratativas com a Companhia para a implantação de unidades industriais nos distritos industriais de Breves, no Marajó, e Barcarena.
A reunião deu continuidade a esse acompanhamento e teve como objetivo apresentar ao investidor as possibilidades de financiamento por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), além dos requisitos e procedimentos necessários para solicitar crédito.
Participaram da agenda o diretor de Atração de Investimentos e Negócios da Codec, Manoel Ibiapina, a assessora da Diretoria, Lorena Aguiar, e a gerente de Atendimento a Novos Negócios, Sabrina Sena. A equipe foi recebida pelo superintendente do Basa, Leonardo Madeira, e por técnicos da instituição financeira.
Para Manoel Ibiapina, a aproximação com o banco é uma etapa importante do trabalho que vem sendo desenvolvido junto ao investidor. “Estamos acompanhando esse projeto desde as primeiras conversas e buscando oferecer o suporte necessário para que o investimento avance. A aproximação com o Banco da Amazônia é uma dessas iniciativas. Nosso interesse é ampliar o processamento do açaí no Pará, gerar empregos e fazer com que uma parcela maior da riqueza produzida aqui também seja transformada em desenvolvimento para o Estado”, destacou o diretor.
A possibilidade de implantação das duas unidades representa uma oportunidade de ampliar o beneficiamento do açaí no Pará, aproveitando a produção regional e fortalecendo a atividade industrial em diferentes municípios.
Atendimento às empresas instaladas
No início da tarde, em outra agenda realizada na sede da Codec, Manoel Ibiapina e o diretor técnico, Ruy Klautau de Mendonça, receberam representantes de uma empresa que desenvolve tecnologias voltadas à cadeia produtiva do açaí e atua, há seis anos, no Distrito Industrial de Icoaraci, em Belém.
A empresa procurou a Companhia para obter orientações sobre a transferência de titularidade de uma área adquirida de terceiros. Embora a negociação comercial seja realizada diretamente entre comprador e vendedor, a mudança de titularidade depende de análise e autorização formal da Codec, conforme as normas da instituição.
Durante a reunião, os representantes também apresentaram uma proposta de parcelamento da taxa de anuência. Os diretores esclareceram os procedimentos e orientaram a empresa a formalizar o pedido, acompanhado de justificativa, para avaliação da Diretoria.
Ruy Klautau explicou que o acompanhamento desses processos é necessário para garantir a regularidade das áreas e oferecer segurança às empresas que desenvolvem suas atividades nos distritos industriais.
“A empresa precisa ter segurança sobre a área onde está investindo. Por isso, é importante que os procedimentos sejam feitos corretamente, desde a apresentação dos documentos até a análise do pedido. A Codec está aqui para orientar, esclarecer as exigências e conduzir esses processos com responsabilidade. Nosso interesse é que as empresas possam desenvolver suas atividades dentro das normas estabelecidas”, afirmou.
Apoio ao setor produtivo
Os dois atendimentos mostram como a Codec atua em diferentes etapas dos investimentos no Pará, desde as primeiras conversas com empresas interessadas em se instalar no Estado até o acompanhamento daquelas que já desenvolvem suas atividades nos distritos industriais.
No setor do açaí, esse trabalho contribui para incentivar a instalação de novas indústrias, ampliar o processamento do fruto no próprio Estado e apoiar empresas que investem em tecnologia. São iniciativas que podem gerar empregos, movimentar a economia e abrir novas oportunidades para a produção paraense.
Texto: Thais Menezes / Ascom Codec
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