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Brasil PROTEÇÃO

ONU alerta para riscos enfrentados por jornalistas no mundo

No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, António Guterres cobra proteção aos profissionais e responsabilização dos autores.

03/11/2026 05h33 Atualizada há 7 horas atrás
Por: Redação Fonte: Iara Balduino – repórter da Agência Brasil
O avanço das tecnologias e o uso de novos armamentos ampliam as ameaças à atividade jornalística | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O avanço das tecnologias e o uso de novos armamentos ampliam as ameaças à atividade jornalística | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, chamou a atenção nesta segunda-feira (2) para os perigos enfrentados por jornalistas em diferentes partes do mundo. Ao lembrar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, ele destacou que muitos profissionais continuam sendo vítimas de violência por exercerem o trabalho de informar a sociedade.

“Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, afirmou Guterres.

A data foi instituída em memória dos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali.

Neste ano, a campanha da ONU destaca como o avanço das tecnologias e o uso de novos armamentos ampliam as ameaças à atividade jornalística, principalmente em áreas de conflito. Entre os perigos apontados estão os ataques realizados com drones, que também têm provocado mortes de profissionais da imprensa.

Mortes de jornalistas

Dados das Nações Unidas mostram que 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo durante os anos de 2024 e 2025. O número representa o maior registro de mortes em um período de dois anos desde 2014 e 2015. A maioria dos casos ocorreu em regiões afetadas por conflitos armados.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, defende que os governos sejam cobrados a investigar os crimes e levar os responsáveis à Justiça. Para ela, nenhuma morte de profissional da imprensa pode ser considerada aceitável.

A dirigente também destacou a mobilização internacional promovida pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), que neste ano busca esclarecer quem está por trás dos assassinatos de profissionais da comunicação.

“A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, declarou.

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