O ministério da Saúde e entidades médicas e científicas reuniram-se na manhã desta terça-feira (18). em São Paulo, para discutir ações conjuntas de incentivo à vacinação no Brasil. O encontro é uma das ações do Movimento Nacional pela Vacinação para ampliar as coberturas vacinais e resgatar a cultura de vacinação do país. Neste ano o Programa Nacional de Imunização (PNI) completa 50 anos, com 47 imunizantes e o reconhecimento mundial de ser o mais completo e eficiente do mundo.
Entretanto, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, desde 2015 vem sendo observado no país um cenário de baixa cobertura vacinal e durante a pandemia de covid-19, devido ao aumento dos adeptos ao movimento antivacina no Brasil e aos discursos de autoridades contra a vacinação, todas as vacinas ofertadas no calendário de todas as faixas etárias foram afetadas.
"Isso fez com que as nossas coberturas atingissem patamares e taxas nunca antes vistos. Nós temos hoje a possibilidade de que doenças que já tinham sido eliminadas no país possam retornar porque o número de pessoas vacinadas contra elas é pequeno. Por exemplo, sarampo, poliomielite", disse.
Ethel Maciel ressaltou que esses dados são preocupantes, motivo pelo qual é necessária uma ação integrada da sociedade para incentivar os profissionais médicos que falem a favor das vacinas ou que em consultas possam perguntar sobre a vacinação. "A ideia é a de que, independente da especialidade médica, que isso possa fazer parte da consulta".
O próximo passo entre todos os movimentos que estão sendo feitos pelo Ministério da Saúde é levar a Campanha de Multivacinação para as escolas com programas de educação sobre o tema. No Brasil, já é obrigatório por lei que todos sejam vacinados, porém há dificuldade em fazer com que essa lei seja cumprida. A secretária reforçou que em maio deve ser iniciada uma ação para que a vacinação seja levada ao ambiente escolar.
"As escolas não conseguem sozinhas fazer uma análise do cartão de vacinação da criança, porque são muitas vacinas, doses, variando de acordo com faixa etária. Então precisamos desenvolver uma maneira para que esse certificado de vacinação possa ser entregue à escola e assim a lei seja mais facilmente cumprida", disse a secretária.
Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização e representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, o grande gargalo da vacinação está na pediatria, já que os antivacinistas tentaram boicotar os idosos, adultos e adolescentes sem sucesso, porém ao chegar nas crianças os médicos puderam perceber na prática o que esse efeito é capaz de fazer.
"Pela primeira vez vimos adultos e pais vacinados não querendo vacinar seus filhos. Pais com três, quatro doses se recusando a vacinar seus filhos porque o discurso alarmistas desses grupos é cruel porque vai diretamente no "você vai fazer isso com seu filho?', 'você acha que é seguro?'. É difícil não ser impactado com um discurso com essa gravidade. Esse é o terreno mais fértil onde a desconstrução da ciência e do conhecimento caminha com maior vigor gerando as piores coberturas", avaliou Kfouri.
O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antônio Cirilo, destacou que muitos médicos estão sofrendo ameaças e ataques por discordarem dos movimentos antivacinação e ainda tentarem conscientizar a população sobre a necessidade do cumprimento do calendário vacinal. "É muito complicado, mas com essa nova revisão vamos conseguir ter bons resultados".
Participaram do encontro ainda a Associação Médica Brasileira, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia.
RISCO À SAÚDE Anvisa suspende medicamentos para câncer de mama e pressão alta
AVANÇO Pílula traz nova esperança e reduz em 60% o risco de morte em câncer de pâncreas
A PARTIR DE JUNHO Pneumo 20: SUS passa a oferecer nova vacina contra doença pneumocócica
INVESTIGAÇÃO Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite
SAÚDE Genérico 2 em 1 para diabetes tipo 2 chega em breve às farmácias
SAÚDE Fiocruz vai produzir remédio de alto custo contra esclerose para o SUS Mín. 21° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 31°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 31°
Chuvas esparsas
Bastidores da Política Câmara de Canaã vota de reestruturação do IDURB a vacinação domiciliar para autistas
Mundo dos Famosos Deolane: influenciadora tinha 'cronograma estratégico' para ocultar bens do PCC, diz polícia
Mundo dos Esportes Abertura oficial do 1º Copão de Bairros 2026 reúne atletas, torcedores e grandes disputas no Complexo Rio Verde
Tecnologia e Games Instagram remove contas falsas: como proteger seu perfil