A União Nacional dos Estudantes (UNE) abriu, nesta quarta-feira (12), o 59° Congresso da entidade, em Brasília. Até domingo (16), cerca de 10 mil estudantes de todo o Brasil vão participar de debates sobre democracia, educação, mercado de trabalho, além de eleger a nova diretoria.
No primeiro dia do evento, a UNE promoveu um ato em defesa da democracia e de combate ao discurso de ódio no país. Familiares também prestaram homenagens aos 50 anos do desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil morto durante a ditadura militar no país.

Durante o ato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a defesa da democracia está relacionada com o combate à desigualdade social e à construção de um país mais justo para população.
“Todo mundo aqui é contra o fascismo, contra o golpismo e contra a extrema-direita. Todo mundo defende a educação pública gratuita de qualidade para todos no Brasil. Todos são contra a discriminação dos negros, das mulheres e da comunidade LGBT”, afirmou.
Dino também voltou a defender a regulamentação das redes sociais e disse que elas têm funcionado como “plataformas das ideias da direita e do poder econômico”.
“A segunda tarefa democrática fundamental é enfrentar o poder de quatro, cinco empresas que mandam na internet e veiculam extremismo”, completou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso também esteve presente. Ele lembrou de sua atuação no movimento estudantil e também defendeu a democracia e o enfrentamento da pobreza no país.
“Eu continuo a dizer pelos meus sonhos de juventude, enfrentar a pobreza, a desigualdade abissal que existe nesse país e ser capaz de construir argumentos democráticos em favor do bem e da justiça contra a intolerância”, disse.
No início de seu discurso, Barroso foi vaiado por um grupo de estudantes que exibiu uma faixa com os dizeres : “Barroso inimigo da enfermagem e articulador do golpe de 2016”.
O ministro disse que suspendeu, no ano passado, o pagamento do piso nacional dos enfermeiros para viabilizar os recursos para garantir os repasses. Barroso foi o relator do caso no Supremo.
“Eu venho do movimento estudantil. De modo que nada que está acontecendo aqui me é estranho. Já enfrentei a ditadura e já enfrentei o bolsonarismo. E mais que isso, foi eu que consegui o dinheiro da enfermagem porque não tinha dinheiro. Não tenho medo de vaia porque temos um país para construir”, rebateu.
Amanhã (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar do congresso e receberá uma carta com demandas para a educação.
EDUCAÇÃO Investimento por aluno no Brasil é de 1/3 da média dos países da OCDE
EDUCAÇÃO Guia do Enem reúne orientações e métodos de estudo para provas
EDUCAÇÃO Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo
VEJA O QUE MUDA Novas regras para uso de IA na educação brasileira são aprovadas pelo CNE
EXAME NACIONAL Encceja acontece no próximo domingo; veja onde fazer a prova
EDUCAÇÃO Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre Mín. 24° Máx. 38°
Mín. 23° Máx. 39°
Chuvas esparsasMín. 25° Máx. 39°
Parcialmente nublado
Bastidores da Política Santinhos de Daniel Santos são achados com R$ 17 mil em suposta compra de votos no Pará
Tecnologia e Cinema WhatsApp anuncia ferramentas para monitoramento de grupos adolescentes
Mundo dos Esportes Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil
Mundo dos Famosos Helicóptero com cantor Rick caiu um minuto após último sinal