Muitas vezes desprezado, o cuidado com a saúde mental ainda é negligenciado por várias pessoas. A operadora de caixa, Marília Lima, de 35 anos, do bairro da Cremação, lembrou durante o bate-papo sobre o Janeiro Branco, realizado pela equipe de Psicologia e o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, que compartilha desse sentimento.
"Eu me anulo muito, sempre deixo esse tipo de cuidado para depois. Todo muito precisa de um acompanhamento terapêutico. Na minha família temos histórico, e ações como essa nos fazem refletir, que tem momentos na vida que é necessário cuidar dos nossos sentimentos e emoções”, disse.
Quando chegou à unidade, Rosiane da Silva logo se deparou com a equipe e ficou atenta às orientações. Ela estava acompanhando o filho em uma consulta de retorno de pós-cirurgia.
“São doenças e transtornos que podem comprometer homens e mulheres. Cuidar da saúde mental é essencial para termos qualidade vida”, pontuou.
Aprender a cuidar dos sentimentos e gerenciar as emoções é fundamental para o bem-estar e qualidade de vida do ser humano. O psicólogo do HRAS, Carlos Santos, explica que a campanha Janeiro Branco tem como objetivo colocar em evidência assuntos pertinentes aos cuidados com a saúde mental e levantar o debate em torno de práticas que promovam essa saúde, além de reaproximar a sociedade, entidades, fortalecer vínculos entre as pessoas.
“Utilizamos nessa ação a psicoeducação, que é uma ferramenta que leva para o usurário o conhecimento em relação ao adoecimento, transtornos mentais. A intenção é que os usuários saiam daqui sendo conhecedores e multiplicadores, para que o tema seja debatido não só em janeiro, mas durante todo o ano”, enfatizou.
Durante o diálogo, os profissionais reforçaram para a importância de realizar a atividade física devido favorecer a questão da regulação do humor, manter hábitos alimentares saudáveis, ter vínculos afetivos, boas noites de sono, espiritualidade, rede de apoio e praticar o autocuidado, que vai além da terapia e da psicoterapia, para que pessoa olhe para si, e a partir do seu autoconhecimento consiga identificar as suas fragilidades, ter uma rotina bem estabelecida.
“Consideramos esse tema muito relevante. Por isso, discutimos bastante o assunto durante as programações realizadas durante a semana para os usuários e profissionais do hospital. Conseguimos atingir a pediatria por meio de um filme e os adultos através de roda de conversas envolventes e esclarecedoras”, ponderou a diretora-geral do HRAS, Aline Oliveira.
Serviço -O Hospital é a maior unidade pública do Governo do Estado. A instituição é administrada pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
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