O Pará está entre os Estados brasileiros que apresentam indícios de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na tendência de longo prazo, conforme análise das últimas seis semanas, segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (26/09) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além do Pará, outros nove Estados e o Distrito Federal estão na mesma situação, incluindo Acre, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins.
O boletim informa que, em seis Estados e no Distrito Federal, o aumento de casos de SRAG, em sua maioria associados à Covid-19, tem se mantido estável ou em crescimento. As unidades federativas mais afetadas são Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. Contudo, em São Paulo e Mato Grosso do Sul, já há sinais de desaceleração nos casos graves provocados pelo Sars-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19.
Enquanto isso, a SRAG causada por rinovírus, que atinge principalmente crianças e adolescentes de até 14 anos, mostra uma desaceleração ou queda na maior parte dos Estados das regiões Centro-Sul e Nordeste. Apenas o Ceará e Pernambuco ainda registram aumento de casos relacionados a esse vírus.
Embora o boletim aponte uma diminuição no ritmo de crescimento dos casos graves, a Covid-19 continua sendo a principal causa de mortalidade por síndrome respiratória entre idosos, seguida pela influenza A. De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, a vacinação continua sendo fundamental para os grupos de risco.
“É muito importante que todos os idosos e pessoas dos grupos de risco busquem os postos de saúde para se vacinarem contra a covid-19”, destacou Portella. Ela também recomendou o uso de máscaras em locais fechados com grande concentração de pessoas, especialmente em postos de saúde. Além disso, a pesquisadora lembrou que a campanha de vacinação contra a influenza A já está em andamento nos estados da Região Norte, como o Pará, e que a população elegível deve procurar se imunizar.
O Boletim InfoGripe reforça a importância de acompanhar de perto o comportamento das doenças respiratórias e manter as medidas preventivas, como a vacinação e o uso de máscaras, para evitar novos surtos, especialmente entre as populações mais vulneráveis.
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