A mulher que estava no colo do juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, de 61 anos, no momento em que ele atropelou e matou uma ciclista em Araçatuba (SP), afirmou à Polícia Civil que tentou assumir o volante ao perceber que ele estava embriagado. O acidente ocorreu na manhã do último dia 24, e resultou na morte de Thais Bonatti de Andrade, de 30 anos, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo depoimentos obtidos pela reportagem, a mulher, de 25 anos, relatou que o magistrado a buscou em casa por volta das 23h para irem a uma boate, onde ambos consumiram bebidas alcoólicas, incluindo uísque, champanhe e drinques.
A jovem disse que, ao saírem do local na manhã seguinte, por volta das 10h, o dono da boate chegou a oferecer um carro por aplicativo, diante do evidente estado de embriaguez do juiz, mas ele recusou.
Durante o trajeto, Rodrigues Junior chegou a dirigir na contramão e, segundo a testemunha, confessou estar “sem condições”. Nesse momento, ela tentou assumir a direção com o veículo ainda em movimento. Foi quando o atropelamento aconteceu.
Thais, que trabalhava como auxiliar de cozinha, foi internada em estado grave e passou por duas cirurgias na Santa Casa de Araçatuba, mas morreu dois dias depois, no sábado (26). O corpo foi sepultado no mesmo dia.
De acordo com o boletim da ocorrência, o juiz apresentava sinais evidentes de embriaguez, como fala enrolada, olhos vermelhos, dificuldade para caminhar e odor etílico. Ele negou ter ingerido bebidas na boate e afirmou que só havia tomado duas cervejas em um bar. Também alegou ter ficado horas sem beber por conta de medicamentos para depressão.
Em seu depoimento, o ex-magistrado declarou que não viu a ciclista, pois ela teria surgido em um ponto cego da rotatória, do lado direito do veículo. Ele afirmou ainda que pediu para a mulher assumir a direção, mas que ela teria se recusado.
Rodrigues Junior foi preso em flagrante e autuado inicialmente por lesão corporal culposa. Com a morte da vítima, passou a responder por homicídio culposo na condução de veículo automotor. Ele pagou fiança de R$ 40 mil e foi liberado na sexta-feira (25).
Como medidas cautelares, a Justiça determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do ex-juiz. Ele está proibido de sair da cidade sem autorização judicial, de frequentar bares e casas noturnas, e também de circular à noite.
A defesa de Fernando Rodrigues Junior informou que solicitou sigilo no processo e, por enquanto, não irá se manifestar sobre o caso.
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