No dia 20 de agosto foi celebrado o Dia Mundial Contra os Mosquitos, data que chama a atenção para a importância da prevenção e do combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforça o alerta à população para manter hábitos simples que podem salvar vidas.
Segundo a coordenadora estadual de Arboviroses, Aline Carneiro, o desafio é que o mosquito possui características que facilitam sua proliferação. “O Aedes aegypti tem hábitos urbanos, vive dentro das casas e seu ciclo de reprodução acontece a cada sete dias. Por isso, é fundamental que a população faça uma vistoria semanal em possíveis criadouros. A conscientização e o engajamento comunitário são peças-chave para evitar novas infecções”, destaca.
Entre as medidas recomendadas estão:
- Verificar acúmulo de água em caixas d’água, piscinas e recipientes em geral;
- Limpar calhas e bebedouros de animais;
- Descartar corretamente o lixo, sempre próximo ao horário da coleta;
- Manter tonéis e caixas d’água bem fechados;
- Proteger ralos com telas finas;
- Colocar areia nos pratinhos de plantas;
- Guardar garrafas e pneus em locais cobertos.
“O trabalho de prevenção leva apenas alguns minutos por semana, mas pode interromper o ciclo do mosquito e proteger famílias inteiras”, reforça Aline.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas, dor ao redor dos olhos, manchas vermelhas na pele, fadiga e falta de apetite. Já o zika costuma causar febre baixa, manchas vermelhas e vermelhidão pelo corpo. A chikungunya apresenta febre alta e fortes dores articulares, além de dor muscular, manchas na pele e cansaço extremo.
No Pará
De acordo com Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) de janeiro a julho de 2025, o Pará confirmou 11.421 casos de dengue, 252 de chikungunya e 17 de zika. Para enfrentar as arboviroses (doenças virais transmitidas por mosquitos, aranhas e carrapatos), a Secretaria elaborou o Plano de Contingência Estadual 2025, que acompanha notificações nos municípios, avalia planos municipais, promove reuniões técnicas, emite alertas e capacita equipes de saúde em todo o Estado.
Além disso, a Sespa reforça que o combate ao mosquito só é eficaz quando há união entre o poder público e a comunidade.
Texto de Suellen Santos / Ascom Sespa
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