A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (17), o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira. A operação também cumpriu 79 mandados de busca e apreensão em diferentes locais.
As prisões fazem parte da Operação Rejeito, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), para apurar um esquema de fraudes em autorizações para exploração de minério de ferro em Minas Gerais.
Caio Trivellato é advogado especialista em direito ambiental e atuou em diferentes funções na ANM desde 2020. Em maio de 2023, assumiu interinamente a diretoria da agência, sendo confirmado no cargo em dezembro do mesmo ano.
Rodrigo Teixeira ingressou na Polícia Federal em 1999 e ocupou cargos de comando, incluindo a Superintendência em Minas Gerais (2018) e a Diretoria de Polícia Administrativa (2023/2024). Ele também foi secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte (2019-2022) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (2016-2018).
De acordo com a PF, o grupo fraudava licenças ambientais e autorizações para extrair minério de ferro em áreas tombadas e próximas a regiões de preservação. Os investigadores afirmam que servidores públicos foram corrompidos para liberar documentações de forma irregular.
A corporação afirma que os suspeitos criaram mecanismos para dificultar fiscalizações, monitorar autoridades e lavar recursos obtidos com a atividade. O faturamento estimado do esquema é de R$ 1,5 bilhão, valor que foi bloqueado pela Justiça Federal em Minas Gerais.
Além de Trivellato e Teixeira, outros 20 investigados também foram alvos de mandados de prisão preventiva.
Por decisão da Justiça, todos os servidores públicos investigados foram afastados de suas funções. Eles devem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e obstrução de investigação.
A Agência Nacional de Mineração declarou, em nota, que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que não recebeu comunicação oficial sobre medidas relacionadas a seus dirigentes. Afirmou ainda que seguirá colaborando com as autoridades, observando o devido processo legal.
O Serviço Geológico do Brasil também emitiu comunicado no qual informou não se pronunciar sobre processos em andamento que envolvam seus colaboradores, reiterando compromisso com ética e transparência.
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