Um incidente de segurança causou o cancelamento de um voo da companhia aérea Azul que partiria de Belém com destino a Marabá na tarde desta sexta-feira (26). A situação alarmante se deu após a declaração de um passageiro a um comissário de bordo de que estaria transportando um artefato explosivo em uma caixa. O horário do voo é diário e sai todo dia de Belém às 13h10 para Marabá.
O procedimento de segurança padrão foi acionado imediatamente. O fato foi comunicado à Polícia Federal (PF) e, seguindo orientações das autoridades, todos os ocupantes da aeronave foram obrigados a desembarcar. Os passageiros retornaram ao saguão do Aeroporto Internacional de Belém, onde foram posteriormente informados sobre o cancelamento definitivo do voo.
Ainda dentro do avião, o passageiro responsável pela declaração foi retirado sob custódia de agentes da PF, sendo escoltado e algemado. A identidade do homem não foi confirmada oficialmente pela Azul ou pelas autoridades aeroportuárias, mas ele seria um empresário da cidade de Marabá.
A decisão da Azul em cancelar o voo e a aparente falta de uma aeronave substituta geraram insatisfação e revolta entre os passageiros, que exigiram uma solução imediata para completar a viagem. Imagens de pessoas manifestando descontentamento com a situação circulam em redes sociais.
Como alternativa de transporte, parte dos viajantes foi remanejada para um voo com destino a Carajás em Parauapebas, distante cerca de 185 quilômetros. De lá, o trajeto é completado até Marabá por terra, em um deslocamento estimado em mais de duas horas.
O que dizem as autoridades e a Azul
ATUALIZADO
Após inspeção minuciosa, não foi encontrado nenhum material explosivo e a aeronave acabou liberada pelas autoridades.
Em nota, a Azul informou que o cancelamento foi necessário diante do “alerta preventivo de segurança”. A empresa destacou que “os clientes afetados serão reacomodados em voo extra neste sábado e receberão a assistência prevista na Resolução 400 da Anac”.
A companhia lamentou os transtornos causados, mas reforçou que “medidas como essas são necessárias para garantir a segurança das operações, valor primordial para a Azul”.
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