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Brasil ENTENDA OS RISCOS

Alimento número 1 do Brasil, Anvisa fiscaliza veneno em arroz

Mesmo com índices controlados no Brasil, mudanças climáticas podem aumentar a presença de arsênio nos grãos

02/12/2025 06h27
Por: Redação Fonte: O Povo
Apesar dos riscos, a situação não exige pânico | Reprodução/Freepik
Apesar dos riscos, a situação não exige pânico | Reprodução/Freepik

Presente diariamente na mesa da maioria dos brasileiros, o arroz é um alimento básico que não pode faltar nas refeições. Mas estudos recentes levantam uma questão importante: o grão pode acumular substâncias potencialmente perigosas, como o arsênio, elemento natural do solo e da água que pode ser absorvido pelas plantas.

Pesquisas internacionais mostram que o cultivo em áreas alagadas, típico do arroz, facilita a absorção do arsênio pelas plantas. O problema se intensifica com o aquecimento global e o aumento do CO₂ na atmosfera, que alteram reações químicas no solo e podem aumentar a concentração do elemento nos grãos.

Um estudo chinês realizado ao longo de dez anos mostrou que essas mudanças podem elevar significativamente o acúmulo de arsênio, com impactos graves à saúde humana, incluindo maior risco de câncer, problemas cardíacos, diabetes e complicações durante a gestação.

Situação no Brasil: monitoramento constante

Apesar do alerta global, especialistas garantem que o risco no Brasil está controlado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limites máximos de arsênio no arroz: 0,20 mg/kg para o arroz branco e 0,35 mg/kg para o integral. Pesquisas recentes confirmam que os produtos nacionais geralmente ficam bem abaixo desses limites.

O órgão mantém a fiscalização ativa em regiões produtoras e acompanha as alterações climáticas, já que mudanças no solo e no clima podem afetar a absorção do contaminante.

Como reduzir o risco em casa e na produção

Além do controle oficial, produtores e cientistas estudam formas de minimizar a presença de arsênio, como:

  • Cultivar variedades de arroz que absorvam menos o elemento;
  • Utilizar fertilizantes e aditivos que limitem a absorção;
  • Plantar em solos naturalmente pobres em arsênio;
  • Reforçar fiscalização ambiental e normas de produção.

No dia a dia, consumidores também podem adotar medidas simples para reduzir a exposição: lavar bem o arroz antes de cozinhar e utilizar mais água, descartando o excesso após o cozimento, ajudando a eliminar parte do contaminante.

Alerta, mas sem pânico

Especialistas reforçam que o arroz brasileiro continua seguro para consumo, mas as mudanças climáticas exigem atenção constante. Com fiscalização adequada e cuidados simples em casa, o grão permanece um alimento nutritivo e seguro para a população.

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