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Brasil DEMISSÕES

Correios ampliam meta de demissão voluntária e projetam cortes até 2027

Estatal prevê desligar 15 mil funcionários em dois anos e adota medidas para reorganizar finanças, rever unidades e ajustar serviços internos

07/12/2025 05h58 Atualizada há 10 meses atrás
Por: Redação Fonte: DOL
O PDV integra o documento “Correios em Reestruturação”, distribuído aos empregados para detalhar as ações previstas entre 2025 e 2027. | Reprodução
O PDV integra o documento “Correios em Reestruturação”, distribuído aos empregados para detalhar as ações previstas entre 2025 e 2027. | Reprodução

Os Correios ajustaram o planejamento do Programa de Demissão Voluntária (PDV) e ampliaram a meta para 15 mil adesões até 2027. A projeção indica que 10 mil trabalhadores deixem a empresa em 2026, enquanto outros cinco mil devem ser desligados no ano seguinte. Segundo estimativas internas, a medida pode gerar economia de aproximadamente R$ 1,4 bilhão.

O PDV integra o documento “Correios em Reestruturação”, distribuído aos empregados para detalhar as ações previstas entre 2025 e 2027. O plano foi elaborado com o objetivo de reverter a situação financeira da estatal. Entre as medidas, está a mudança gradual no modelo do plano de saúde, prevista para ocorrer até junho de 2026. A proposta também inclui etapas de readequação na gestão do Postalis, fundo de pensão da categoria, com ações programadas até março de 2026.

O projeto de reestruturação ainda menciona a revisão técnica de mil unidades operacionais consideradas deficitárias. O documento explica que essa análise abrange pontos com baixa demanda, custo elevado ou locais onde alternativas como o “Correios AQUI” podem substituir as agências tradicionais com maior eficiência operacional.

No curto prazo, a empresa pretende regularizar pagamentos pendentes com fornecedores até janeiro de 2026. Para isso, os Correios articulam um empréstimo bancário estimado em R$ 20 bilhões, dividido entre 2025 e 2026.

A estatal afirma que ainda negocia alternativas para viabilizar o crédito. Na quarta-feira (3/12), o Tesouro Nacional vetou a operação devido às taxas de juros apresentadas pelo grupo de bancos envolvidos. A administração federal avalia uma solução temporária para garantir a execução do plano de reestruturação sem firmar contratos considerados desfavoráveis.

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