A vice-governadora Hana Ghassan representou o Pará, nesta quarta-feira (4), no Palácio do Planalto, em Brasília, durante o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa do Governo Federal que estabelece a atuação integrada dos três Poderes da República e dos entes federativos na prevenção da violência, proteção às vítimas, responsabilização dos agressores e garantia de direitos das mulheres.
No evento, Hana ressaltou que o Pará vem estruturando uma política pública contínua de enfrentamento à violência contra a mulher, baseada em dados, integração institucional e ampliação da rede de proteção, com foco tanto na prevenção quanto na responsabilização dos crimes.
“O enfrentamento ao feminicídio exige ação permanente do Estado, integração entre políticas públicas e resposta efetiva da segurança. O Pará tem avançado na estruturação dessa rede, com fortalecimento das delegacias especializadas, ampliação do atendimento às vítimas e investigação qualificada. A articulação nacional reforça esse trabalho e amplia a capacidade de proteção às mulheres”, afirmou a vice-governadora.
Durante o lançamento do projeto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que o pacto representa um marco institucional e uma mudança de postura do Estado brasileiro diante da violência de gênero, ao combinar endurecimento da legislação, ação coordenada das instituições e transformação cultural.
“O feminicídio é uma chaga aberta na sociedade brasileira e não pode ser tratado como algo normal. Não basta punir depois que a violência acontece. É preciso agir antes, educar, conscientizar e responsabilizar. Este pacto afirma que a defesa da vida das mulheres é responsabilidade de todo o Estado e de toda a sociedade, especialmente dos homens. Não há democracia plena enquanto mulheres não puderem viver com segurança, liberdade e dignidade”, disse o presidente.
Casos elucidados - Um dos principais destaques do período é que 100% dos casos de feminicídio registrados em 2025 no Pará foram elucidados, com identificação dos autores e encaminhamento à Justiça.
O secretário de Segurança Pública do Pará, Ed-lin Anselmo de Lima, enfatizou que os resultados refletem o fortalecimento da atuação integrada das forças de segurança.
“A elucidação de todos os casos de feminicídio registrados em 2025 demonstra a prioridade dada ao enfrentamento desse crime no Pará. Investimos em investigação técnica, integração entre as forças e presença do Estado em todo o território para garantir a responsabilização dos autores e a proteção de mulheres em situação de risco”, pontuou.
Políticas estruturantes e rede de proteção
Entre as principais ações desenvolvidas no Pará estão a atuação da Delegacia Especializada em Feminicídio (Defem), os programas Alerta Pará Mulher, SOS Maria da Penha, Pró-Mulher Pará, a Delegacia Virtual, a ampliação dos totens de atendimento à mulher, além da capacitação contínua de agentes de segurança e do atendimento biopsicossocial às vítimas.
O Programa Pró-Mulher Pará tem papel estratégico no fortalecimento da rede de proteção, com ampliação do atendimento especializado em 25 localidades do Estado, garantindo acolhimento, orientação e acesso a serviços essenciais às mulheres em situação de violência, inclusive em regiões do interior e áreas de difícil acesso.
Compromisso institucional - O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, reforçou que o pacto consolida a responsabilidade compartilhada entre os Poderes e reforça a prioridade do tema no Estado brasileiro.
“O feminicídio é um problema de Estado, não de governo. Este pacto envia um sinal claro de que as instituições democráticas estão unidas em defesa da vida, com prioridade absoluta e ação permanente”, afirmou.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que o enfrentamento ao feminicídio é condição essencial para a efetivação dos direitos humanos e da democracia.
“O feminicídio é uma grave violação de direitos humanos e não pode ser naturalizado. Não haverá igualdade nem liberdade plenas enquanto meninas e mulheres precisarem conviver diariamente com a violência. A mudança na lei é essencial, mas deve caminhar junto com a mudança de mentalidades e com a atuação efetiva das instituições do Estado”, ponderou.
O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio estabelece como missão dos três Poderes da República a atuação harmônica e cooperativa na adoção de ações permanentes para garantir a vida, a dignidade e os direitos de meninas e mulheres, em toda a sua diversidade.
Por Governo do Pará (SECOM)
AÇÃO INTEGRADA Governadora Hana Ghassan acompanha situação das chuvas no Pará
EVENTO RELIGIOSO “Vem Louvar Pará” reúne 50 mil pessoas em Marabá com grandes nomes da música gospel
SEGURANÇA Governadora Hana Ghassan convoca mais de 2,1 mil aprovados da PM e Corpo de Bombeiros
GOVERNO Governadora Hana Ghassan inicia em Belém operação “Escudo Feminino” para fiscalização do cumprimento de medidas protetivas
NO MARAJÓ Mãe é presa por filmar violência contra filho de 2 anos no Pará
EDUCAÇÃO INFANTIL Governadora Hana Ghassan entrega 6ª creche no Marajó e amplia educação infantil na região Mín. 19° Máx. 30°
Mín. 21° Máx. 28°
ChuvaMín. 22° Máx. 27°
Chuva
Tecnologia e Games WhatsApp terá agora uma versão paga; veja como vai funcionar
Mundo dos Famosos Fãs encontram Axl Rose em rooftop às vésperas de show no Brasil
Bastidores da Política Lula fala em reciprocidade após EUA pedirem saída de delegado da PF
Mundo dos Esportes Relembre o dia que Oscar entrou no hall da fama do basquete