No próximo domingo (9), quando os cristãos celebram a Páscoa, o chocolate artesanal feito com cacau cultivado em solo paraense certamente estará na confraternização não apenas dos paraenses, mas em várias partes do mundo, por conta do fascínio cada vez maior que a amêndoa do fruto exerce em quem a experimenta. Os empresários e chocolateiros do Pará tiveram que aumentar a contratação de pessoal para dar conta de tanta encomenda. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), garante o apoio institucional para que a produção da principal matéria prima do chocolate seja cada vez maior e com qualidade.
No total, de acordo com os dados da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), quase 30 mil produtores no estado cultivam cacau. Do resultado desse cultivo dependem não apenas os apaixonados pelo chocolate de origem fabricado no Pará como os donos de pequenas fábricas artesanais. É o caso da família, dona da empresa 'Da Cruz' que tem a fábrica de chocolate batizada com o mesmo sobrenome, na Região Metropolitana de Belém (RMB), mais precisamente, no bairro da Atalaia em Ananindeua.
“Fico feliz em ver tudo isso acontecendo no Pará. Esta é uma das indústrias que temos de chocolate no estado, comercializando seus produtos e com perspectivas de ampliação; ficamos satisfeitos, também, em ver o estado se transformando, somos o maior produtor de cacau do Brasil e de qualidade também e isso está comprovado pelos vários prêmios que já recebemos e o destaque que o nosso cacau recebe em eventos dentro e fora do País”, destacou Giovanni Queiroz.
A empreendedora disse que aprovou a visita do titular da Sedap, pois mostra como o Governo do Estado se dispõe em apoiar os empreendedores do segmento. Lembrou que os produtores têm recebido todo o apoio para participar de programações importantes como os festivais dentro e fora do Brasil. Ela mesma já integrou a comitiva paraense que participou do Salão do Chocolate de Paris em e também participou da edição do Minifestival do Chocolate, Flores e Joias realizado no final de semana passada no Polo Joalheiro São José Liberto.
Há 20 anos que a família planta cacau e há cinco instalou a fábrica. A empreendedora achou promissora a visita do secretário Queiroz. " O governo estadual tem nos dado todo o apoio nas nossas participações em festivais como foi em Portugal,Paris e Salvador, por exemplo, mas essa visita estreitou esse apoio, pois o secretário pôde ver onde ainda temos dificuldades além de conhecer nossa produção ", analisou a empresária.
Chiara Cruz diz que esta semana está sendo de trabalho intenso por conta da Páscoa. " Tivemos que contratar mais pessoal, estamos vendo os produtos saindo bastante e também estamos verificando grande procura pelas embalagens. Estamos muito felizes", ressaltou.
Geração de empregos e renda
De acordo com a Sedap, os dados levantados pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas da Sedap e da Ceplac mostram que o cacau gera 70 mil empregos diretos e 280 mil indiretos. O incentivo do Estado para a qualificação da amêndoa de cacau no Pará ganhou um reforço com a implantação das escolas-indústrias. O objetivo é oferecer cursos voltados para todas as fases que envolvem o cacau: desde o plantio até a verticalização das amêndoas, produção de chocolate e derivados.
A secretaria informa que o Pará conta com cinco unidades da Escola Indústria de Chocolate: uma em Altamira, outra em Igarapé Miri, uma em Medicilândia, uma em Castanhal e outra que já está com as obras concluídas em Tomé-Açu – mas que ainda não foi inaugurada. Além dessas, há uma unidade piloto móvel de processamento de chocolate adaptada em um ônibus que está em fase final de transformação estrutural, instalação elétrica e hidráulica.
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