O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano vai “administrar” a Venezuela de forma interina após uma operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Segundo Trump, o controle será mantido até que ocorra uma “transição adequada, justa e legal” no país.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos. Temos certeza de que haverá uma transição segura. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou o presidente durante pronunciamento oficial à imprensa, realizado na Casa Branca.
De acordo com Trump, a operação foi conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na madrugada deste sábado e envolveu ações aéreas, terrestres e marítimas. Ele classificou a ofensiva como “extraordinária” e afirmou que se tratou de um ataque de grande escala. “Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar espetacular, com um poderio esmagador, algo que não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.
O presidente afirmou que Maduro e a esposa foram detidos e levados para enfrentar a “justiça americana”, acusados de envolvimento com o que chamou de “campanha de narcoterrorismo contra os Estados Unidos”. Trump não confirmou oficialmente qual unidade militar realizou a prisão, mas fontes americanas indicaram anteriormente a atuação da Delta Force, força de elite do Exército dos EUA.
Em entrevistas concedidas pouco antes do pronunciamento, Trump afirmou ter acompanhado a operação em tempo real. “Eu assisti literalmente como quem assiste a um programa de televisão. Foi uma coisa incrível”, disse em declaração à emissora Fox News. Segundo ele, a ação ocorreu sem mortes de militares americanos e sem perdas de equipamentos.
Durante a coletiva, o presidente também afirmou que empresas petrolíferas dos Estados Unidos devem iniciar operações no país. “Grandes petroleiras americanas vão começar a fazer dinheiro para o nosso país”, declarou, acrescentando que os EUA estão prontos para realizar “um segundo e maior ataque” caso considerem necessário.
O presidente afirmou que sob seu comando, o poder americano será novamente reafirmado no hemisfério sul. “A Doutrina Monroe foi esquecida e não pode ser esquecida”, afirmou. Embora seja o primeiro pronunciamento aberto a todos os veículos de imprensa, Trump deu breves entrevistas exclusivas pouco antes do pronunciamento oficial.
Em declarações à emissora Fox News, o republicano antecipou que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados de dentro de seu quarto durante a operação, que afirmou ter assistido ao vivo. Ele se recusou a confirmar qual força militar esteve diretamente implicada na missão, mas fontes americanas falaram anteriormente que a Delta Force, divisão de elite do Exército, teria realizado a prisão.
"Eu assisti [a operação] literalmente como quem assiste a um programa de televisão", disse Trump. "Foi uma coisa incrível".
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